O cometa Bastos Halley na Ilha leva o Sport ao G4

Você já ouviu falar do Cometa Halley? Um dos mais famosos cometas do universo, foi descoberto pelo astrônomo Edmond Halley, no início do século 18. Halley foi um dos maiores pensadores de todos os tempos. O cometa, que leva seu nome, é visível da terra a cada 74-79 anos. De acordo com os cálculos, a próxima vez que ele será visível pelas bandas de cá será em 2061. O que a turma não sabia é que ele tem um irmão.


O Bastos Halley. 


O gol que Fellipe Bastos fez, na noite desta quarta-feira, na Ilha do Retiro, entra para os anais dos mais bonitos já marcados no estádio. No momento do chute, antes dos primeiros 60 segundos da segunda etapa, o chute fez com que todos os rubro-negros presentes à Ilha imitassem a pose para observar o Halley mais famoso. Os 17.841 presentes olharam para cima, meio que observando as estrelas. 


SERGIO BARZAGHI/Gazeta Press
SERGIO BARZAGHI/Gazeta Press

O volante do Sport é, agora, dono de um cometa só dele: Bastos Halley


Ao contrário do cometa de Edmond, o Bastos Halley não ficou nem três segundos no ar. Caiu e destruiu o sistema defensivo do Atlético-PR. De quebra, levou o Sport para as primeiras colocações da Série A, em uma campanha que já começa a sair do campo ilusório para o mundo real. Você pode chamar o chute de Fellipe de bomba, petardo, tomahawk, tirambaço, do que você quiser. Mas a verdade é que aqui, em Recife, o que ele fez tem um nome só.


Um pipoco. Não tem outra explicação. 


Não nos enganemos: o foco do Sport, apesar da ótima campanha, é chegar aos 45 pontos e escapar do rebaixamento para, depois, pensarmos em outra coisa. Aliás, dane-se.


O Bastos Halley pode nunca mais acontecer. Bora comemorar um pouquinho, né? E cuidado com o torcicolo. Tanto por olhar para as estrelas, como por olhar pro alto da tabela.


O Sport está lá em cima.