A saída de Everton Felipe diz muito sobre a gestão de Arnaldo Barros

A saída de Everton Felipe do Sport, rumo ao São Paulo, diz muito sobre o atual momento do clube enquanto gerência. Não faz sentido sequer falar de valores. Não é essa a questão. O ponto principal na negociação, que trouxe Morato (?), o Sport é como um clube, que vinha sendo gerido de forma absolutamente responsável e sendo vitrine nos últimos 12, 13 anos, virou uma absoluta bagunça, conseguindo regredir uma década em apenas uma gestão.


Geralmente o caminho mais fácil é culpar quem está como mandatário do clube. Às vezes, essa saída é covarde e simplista. Não é o caso desta vez. Arnaldo Barros, do alto de sua empáfia, já pode ser colocado entre os piores presidentes da história recente do clube. Os motivos são vários, mas este autor resolveu eleger o pódio dos maiores absurdos do atual manda-chuva:


Everton Felipe
Everton Felipe

A saída de Everton só escancara a bagunça que é o Sport atualmente


1) Salários atrasados - Há mais de 10 anos, o Sport virou referência em termos de salários em dia. O feito fora tamanho que isso virava um dos motivos para jogadores com mercado aceitarem, às vezes, propostas menores do Sport. Passado. A saída de André escancarou como o clube voltou a se afundar em incompetência administrativa. Jogadores sempre com um mês em aberto, e um assunto nocivo no ar.


2) Contratações esdrúxulas - O Sport perdeu diversos pilares ao longo da temporada, voltando a ser barriga de aluguel de clubes do sul e sudeste do país. Durante o período da Copa do Mundo, trouxe o desconhecido Jean e Luan Polli, quarto goleiro. As demais peças trazidas em 2018: Claudio Winck, Ernando, Léo Ortiz, Max, Ferreira, Nonoca, Fellipe Bastos, Marlone, Gabriel, Andrigo, Michel Bastos, Hygor, Carlos Henrique, R. Marques e Morato.


3) Arrogância - Mesmo com o claríssimo caos administrativo, Arnaldo Barros segue analisando sua gestão no Sport como acima de críticas. Deve gerir, por sua vez, um time da NFL, com recursos abundantes e estrutura administrativa. Essa prepotência, típica de várias lideranças do Sport ao longo dos anos, só mina cada vez mais a temporada do clube.


Everton Felipe sai do Sport por melhor estrutura, por mais chances de jogar, por Diego Souza e, claro, por vitrine. Um dos melhores nomes a brotar da nossa base, Everton demorou a se firmar. Agora, sai por um preço ridículo. Mas que o torcedor não se preocupe: possíveis ídolos já estão sendo negociados na própria base do Sport. Vendidos para outros clubes.


Não sei a quem desejo mais boa sorte: a Everton, ou ao torcedor do Sport.