Sport novamente é o último da fila no mercado da bola

Meus caros e caras, vocês lembram de 2016? Lembram? Tanto faz, vou relembrar assim mesmo. 2016 foi o ano mais otimista desse time desde 2001. Rolou aquela campanha linda no Brasileiro de 2015, em que ficamos a dois pontos de disputar a Libertadores. Começamos o ano com Eduardo Baptista, após temporada razoável em 2014, considerando as limitações de cunho felipeazevedísticas, e, após uma bela duma sequência de teimosias de Dudu, o filho do Homem deu lugar a Paulo Roberto Falcão, que chegou desacreditado e coberto de desconfiança por simplesmente nunca ter emplacado um mísero trabalho decente por onde passou. Desconfiança que se mostrou infundada, porque o Rei de Roma consertou o time e demos uma arrancada primorosa na reta final do Brasileiro, com direito a futebol bonito e tudo. Sport em 6º na tabela, 2016 nos abria um largo, generoso e acolhedor sorriso, "vem, nenê."


Viramos o ano com um técnico, ponto. A torcida, com toda a góga do mundo. Entre dezembro e janeiro, precisamos anexar o território da Paraíba para nos caber. Opa, Marlone e André - os ex-quecidos - no Corinthians. Levaram os parças do Diego Souza. E, logo depois, o próprio Diego Souza. E Élber, que o Cruzeiro não quis renegociar. Somente nosso quarteto ofensivo. Fomos às compras e trouxemos Mark González, Lenis e Johnatan Goiano, famoso artilheiro da segunda divisão da Coreia do Sul, o CR7 tupiniquim. Mark, inclusive, foi considerado por parte da imprensa esportiva nacional como a melhor contratação do futebol brasileiro no início da temporada. Leva pra casa, então. Nenhum desses contratados, obviamente, jogou bola. Falcão surtou e começou a inverter os laterais no meio do jogo. Oi? O Rei dançou. E foi tudo dando errado. Diego Souza voltou, mas sozinho não tinha como dar jeito. Daí, entrou Daniel Paulista e nos salvou poucas rodadas antes do fim do campeonato.


E tem coisa melhor pra tapar os buracos da incompetência do que a tal da "solução caseira"? Pois é, virou o ano e o verde Daniel Paulista, com suas valiosas instruções de beira de campo ("vai, vai, vai! Volta, volta, volta! Aperta, aperta, aperta!"), ficou. Não tinha como dar certo só porque o cara era brother dos jogadores. Funciona no abafa, mas para um ano inteiro, não. Além disso, vieram as contratações pífias. E a demora para as contratações pífias. Perdemos uns quatro meses, mas já sacamos que a diretoria anda fazendo isso todo ano, para economizar nos fraco$ meses de Pernambucano. Mesmo que isso ponha todo um ano a perder. Mesmo com o risco iminente de cair de divisão.


Aí 2018 já bate a porta e o que temos? Somente a mesma história. Enquanto todos os outros times já têm contratações fechadas e técnicos no comando, o Sport novamente é o último da fila. Com a diferença que agora não temos nem diretor de futebol. E nosso presidente está, como divulgado pelo próprio clube, "off". "Off", meus caros. No único momento do ano em que o cara deveria estar virado no mói de coentro. E vejam o encadeamento das coisas, que curioso: pra contratar, precisamos dos nomes passados pelo técnico. Pra ter o técnico, precisamos do diretor de futebol. E para ter o diretor do futebol, precisamos do... isso mesmo.


Só pra piorar, nem as peruas deram as caras na Ilha. Pelo menos, nenhuma com alguma convicção. Falam de Luan Peres, zagueiro da rebaixada Ponte, e Richardson, meia do Ceará. Mas é um nível de especulação que ainda nem chegou à perua. Pra piorar um pouco mais, porque sempre dá, ainda temos as renovações, que ainda não foram fechadas por motivos de... adivinha?