Tottenham rende-se a Messi, mas cai de pé

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No duelo entre os dois camisas 10, prevaleceu o extraterrestre


É improvável que haja grandes decepções se não há esperanças.


Dentre os que compõem a espinha dorsal dos Spurs, somente Kane estava em campo. No banco, a melhor opção para mudar o jogo - para pior, diga-se - era Sissoko. Do outro lado, o maior jogador da atualidade, quiçá da história, e seu time minimamente desfalcado.


Era improvável que qualquer torcedor do Tottenham fosse assistir ao jogo com uma unha de otimismo.


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Diante do Barcelona, em Wembley, uma equipe descaracterizada. Sem Vertonghen na defesa, Sánchez fez dupla com Alderweireld. O colombiano é promissor, mas costuma falhar em grandes jogos. Sem Dembélé no meio, Winks acompanhou Wanyama - que bancou Dier - na volância. O jovem demonstrou potencial, contudo, segue sem estar 100% após lesão. Lamela e Son receberam uma chance no meio, só que na vaga dos lesionados (e cruciais) Eriksen e Dele.


Como se não bastassem os desfalques, falhas caracterizaram três dos quatro gols do Barcelona - e não tardaram em dar as caras. No segundo minuto de jogo, Lloris resolveu provar que voltou bem de lesão - mas não totalmente são. Saiu mal e deixou a meta escancarada para o gol de Coutinho. O segundo do Barça saiu depois de uma saída de bola errada de Sánchez, capitalizada por Rakitic em uma paulada indefensável. Quando o Tottenham esboçava uma pressão, já no 3x2, Sissoko não conseguiu sair jogando e viu Messi marcar o quarto.


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Winks intercepta Messi - um dos poucos momentos em que o argentino foi parado no 4x2


Poucos times no mundo aproveitam as falhas do adversário de forma irretocável. O time de Messi é um deles. Imagine falhar contra essa equipe várias vezes, e entregar a bola no pé do argentino em algumas delas. Nem uma postura mais agressiva na segunda etapa, comandada por Winks e Lamela, poderia salvar. Nem Kane, que não só fez um belo gol como criou chances atuando de meia-armador. Faltaram razões para a vitória dos Spurs - e sobraram para a derrota.


A situação na Champions League vai ficando cada vez mais complicada: a vitória da Inter sobre o PSV favorece isso. Existe uma grande possibilidade de o novo estádio do Tottenham não receber jogos das grandes noites europeias, pelo menos antes da próxima temporada. É o momento para a equipe repensar seus planos para o ano: títulos maiores já parecem impensáveis. Vencer ao menos uma copa nacional é obrigação faz tempo - e, diante do contexto atual, mais ainda.


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Suárez observa Kane, que provou por que é considerado o mais letal dos centroavantes na atualidade - o que não bastou para evitar a derrota


Boas memórias sempre surgem em jogos da Champions League. Mesmo com o resultado desfavorável, será difícil de esquecer da bela atuação de Harry Kane, provando mais uma vez ser o melhor centroavante do planeta. Ou do que fez Harry Winks na segunda etapa: ditou o ritmo do jogo, anulou a pressão alta do Barcelona e deu o carrinho mais lindo de sua carreira no Messi. Ah, e o Messi. Teve mais uma daquelas atuações memoráveis, em que é imparável criando, driblando e finalizando - só não precisava ser justamente contra o Tottenham.



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O empenho foi notável, mas, mais uma vez, faltou grupo. Sorte que a janela de janeiro está logo ali, e servirá para corrigir os erros - que já podem assim ser caracterizados - do último período de transferências. É tudo que lhe peço, Levy.