Tottenham não se ajuda, mas nada ajuda o Tottenham

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A expulsão de Lloris precedeu o caos


A campanha do Tottenham na Champions League tem sido uma montanha-russa. Acontece que essa é daquelas que só tem uma longa e tortuosa descida. Nos duelos, porém, o sobe e desce do brinquedo é mais comum do que deveria. Não há uma consistência - a emoção é garantida até os instantes finais. No jogo contra o PSV, nesta quarta, a história se repetiu.


Os dois gols da Internazionale nos últimos dez minutos da estreia acabaram com a euforia dos Spurs. Na segunda rodada, o Barcelona matou o jogo ao - também - marcar no final. Deveria ser diferente, mas não foi: na Holanda, as redes do Tottenham balançaram novamente no fim do jogo.


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A semelhança do empate frente ao PSV em relação aos dois outros jogos acaba por aí. Antes, foi possível estabelecer culpados concretos: Pochettino substituiu mal contra a Inter e o Barcelona possui um tal de Messi. E contra o time de Eindhoven? O vilão foi o abstrato acaso.


O acaso quis que Alderweireld falhasse depois de muitos jogos e entregasse o primeiro gol aos mandantes. Depois, por acaso, o auxiliar resolveu levantar a bandeirinha em um lance estupidamente legal, anulando o gol de Sánchez. Talvez ele sabia do texto que eu escrevera há uma semana sobre o defensor colombiano e não quis levantar meu ego (tá lendo, Andraž Kovacic? Parabéns, você conseguiu).


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Provavelmente um dos gols mais mal anulados na história da Champions. Tinha de ser contra o Tottenham, óbvio


Aproximando-se do final do jogo, com os três pontos encaminhados ao Tottenham, o PSV não assustava. Aí Eriksen errou um passe atípico e cedeu contra-golpe aos holandeses, causando a expulsão de Lloris. Um lance patético que sinalizava o que estava por vir - e não poderia ser diferente com o chama gol Vorm, diga-se. De Jong balançou as redes e comprovou: o acaso é uma merda.


Claro, alguma das inúmeras chances de gol dos Spurs precisava ter sido capitalizada para evitar isso tudo. Marcar duas vezes ao chutar 24 bolas tem suas consequências, mas elas não precisavam ser tão duras assim. Nada explica o quão boçal foi o gol anulado na primeira etapa, nem porque Alderweireld errou numa saída de bola tranquila ou porque Lloris resolveu dar um carrinho em Lozano.


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Kane atingiu a impressionante marca de 11 gols em 13 jogos no torneio. Somente Adriano Imperador precisou de menos jogos para alcançar essa marca na história da Champions League


O único time de Londres da competição está praticamente eliminado. Não posso ser um otimista desajuizado e afirmar que é possível terminar a fase de grupos com 10 pontos, ao vencer os três próximos jogos contra PSV, Inter e, no Camp Nou, o Barcelona. A tarefa é improvável, e não há sequer um fator pendendo para tal no momento.



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Não foi culpa da falha de Alderweireld, nem de Eriksen ou de Lloris. Pochettino também não teve o que fazer. O que complicou o Tottenham foi o acaso - só que o Tottenham não cansa de ser vítima dele.