Wilmar Barrios tem o que é preciso para reforçar o Tottenham?

Problemas na montagem do elenco têm dado o tom da era Pochettino nos Spurs. Destacá-los não é uma tarefa muito difícil. A falta de pontas velozes foi uma preocupação por muito tempo, por exemplo. Os atacantes também - no universo antes de Kane, diga-se. Há, contudo, uma pedrinha no sapato do treinador que teima em sair: a inconsistência na volância.


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Claro, em se tratando do segundo volante, a desordem é das menores. Dembélé demonstrou ser de uma classe superior e Winks está encaminhado para ser seu substituto. A amargura está nos primeiros volantes - parece que nunca vai. Capoue teve um início legal em 2014/15, e só. Bentaleb iludiu como poucos e ficou por isso. Stambouli foi outra tentativa falha. Claro, até houve acertos: Dier foi improvisado e funcionou, só que tem tirado a paciência da torcida nos últimos tempos. Wanyama foi outra escolha acertada, mas não para de se lesionar (de novo, inclusive).


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Seria Barrios a melhor opção para o Tottenham?


Não à toa, jogadores da função sempre são sondados nas janelas de transferência. Sem pensar muito, lembro de Schneiderlin, Nzonzi, Diawara, Rabiot, Diop e até de James McCarthy. O nome da vez é o de Wilmar Barrios, do Boca Juniors, e é completamente possível entender o porquê disso.


Antes de tudo, é necessário destacar que a mídia argentina dá como certa a transferência de Barrios aos Spurs, enquanto os ingleses negam quaisquer propostas. Por um montante de não mais que £15m, Pochettino contaria com um dos melhores volantes atuando na América já no início de 2019. Não seria absurdo dizer que ele chegaria para ser titular.


No 4-3-3 que o Tottenham tem atuado, é primordial que pelo menos um dos três jogadores de meio tenha como característica principal a marcação. Dier, o cara dessa função, tem sido um dos furos da equipe na temporada. Seu poder de combate parece ter diminuído - não protege mais a área com eficiência. Esse é justamente o grande mérito de Barrios, reforçado pelo - um tanto quanto cômico - apelido de Kanté colombiano. Ele está entre os maiores ladrões de bola, estatisticamente, nas Américas.


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Barrios é um dos destaques do Boca Juniors, finalista da Libertadores


O brasileiro sabe: a combatividade do volante de 25 anos foi chave nos duelos contra Cruzeiro e Palmeiras na Libertadores. Ninguém roubou mais bolas, interceptou mais passes ou bloqueou mais chutes que ele nesses confrontos. No último jogo, em São Paulo, esteve defensivamente ativo a partida toda e liderou todas as estatísticas que tangem à marcação - ainda voltou para a Argentina com Lucas Lima no bolso. Se havia alguma dúvida quanto a sua qualidade na marcação, ela provavelmente evaporou.


Barrios se diferencia dos volantes anteriormente sondados pelos Spurs. Mesmo sendo uma aposta, é figurinha carimbada na seleção nacional: foi titular na Copa de 2018 e não desapontou. Além disso, Wilmar é mais rápido que Dier e Wanyama juntos. A grande preocupação é em relação ao seu jogo com a bola, já que não é um ótimo passador, tampouco um driblador. Pode sofrer quando pressionado, o que é alarmante em um campeonato como a Premier League.



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O colombiano está longe de ser a solução para todos os problemas do Tottenham. Caso seja contratado, será, sobretudo, uma aposta - tão válida quanto necessária.