Tottenham precisa se reforçar para seguir sonhando alto na temporada?

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Pochettino se diz confortável com o elenco atual, mas acha que o clube precisa fazer diferente se quiser vencer algo. E aí?


A relação entre Tottenham e títulos é conturbada. Na melhor – e mais duradoura - boa fase da história recente do clube, nada de torneios conquistados. As justificativas, que antes eram completamente aceitáveis, não servem mais. O time é experiente, já apanhou o suficiente e tem líderes o bastante para vencer algo. Só que não vence.


O clube cresceu junto com o elenco: jogadores importantes para a equipe tornaram-se referências mundiais. É inegável que o time foi de nem feder e nem cheirar para aquele a ser batido, o próprio Pochettino afirmou isso. As comemorações desmedidas – e completamente compreensíveis - de Arsenal e Wolverhampton, após baterem os Spurs, provam o ponto. Mas nada adianta subir de patamar técnica e taticamente se, mentalmente, tudo parece estagnado.


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Os Spurs já venceram grandes jogos na temporada, fato que os aproxima de conversas sobre títulos


Alguns diriam que falta uma elite mentality ao Tottenham. O que seria isso, portanto? Desgastar mentalmente os adversários com perversidade, como disse Poch? Ou reforçar o grupo em termos de peças e, consequentemente, elevar sua confiança? No momento atual, a primeira opção parece a mais razoável - mas é a segunda que seria o verdadeiro diferencial. E ela é justamente a mais difícil de todas.


O próprio treinador admitiu, numa entrevista pela manhã de hoje, que acha improvável que o Tottenham contrate. E depois disse que, se quiser ganhar títulos, o clube precisa “operar de uma forma diferente”. Que seria contratando. Pode até ser um silogismo, mas fica aquele gostinho de que só ganharemos algo se gastarmos para isso.


Não é nem uma questão de precisar comprar jogadores de classe mundial. O Tottenham tem vários - na defesa, no meio e no ataque. Acontece que, por ser curto, o elenco é sobrecarregado, e isso gera lesões. Essas situações proporcionaram, por exemplo, algumas experiências interessantes para Oliver Skipp, Juan Foyth e Kyle Walker-Peters. Por mais que sejam promissores, e possam ter ajudado a equipe mais do que honestamente, é óbvio que não dá para depender deles.


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Foyth é um dos jogadores que tem recebido oportunidades graças à falta de opções na defesa


Ainda que as contratações não sejam a prioridade para a direção, o Tottenham tem sondado jogadores das mais diversas funções. Os meias-centrais parecem ser prioridade, já que a saída de Dembélé – que nem vinha atuando devido a uma lesão - parece questão de tempo. Os antes buscados De Jong e Ndombele estão cada vez mais cobiçados, logo, outros nomes como o de Julian Weigl e Sander Berge aparecem como alvos dos Spurs.


Os sondados são atletas jovens, e que possivelmente nem serão contratados em janeiro. Nessa janela, a equipe somente investirá se o negócio perfeito aparecer – como foi com a contratação de Lucas Moura há um ano. Se os possíveis reforços não forem peças pontuais que ajudariam já nessa temporada, manter o grupo atual unido (e longe do departamento médico), com o fortalecimento mental proposto por Poch, pode ser uma boa escolha.



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Nada de sair cuspindo nos adversários para provar que amadureceu. O Tottenham precisa ir com calma, contudo, sem ter medo de ousar. Isso tem de começar a partir de agora: o jogo contra o Chelsea, na semifinal da Carabao Cup, é chave. A janela de janeiro também possui relevância. Manter o grupo como ele está é arriscado - seria meio que botar tudo na mão de Pochettino. Mas a gente sabe que, no fim, essa pode não ser a pior das ideias.