Vasco 2 x 1 Bragantino: Sofrimento para vencer

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Na sua estreia, Éderson ajudou o Vasco a vencer um jogo mais complicado do que deveria ser


O Vasco venceu o Bragantino por 2 a 1 ontem de virada e manteve a liderança isolada na Série B do Brasileiro. O vascaíno que não viu o jogo e lê apenas essa frase pode até ficar satisfeito, mas a verdade é que a vitória tem uma série de senões que, a essa altura do campeonato, não poderiam acontecer e seriam facilmente evitados porque são recorrentes.


1) Voltamos a ter dificuldades contra um adversário do Z4 da segundona e jogando em casa. Ainda que o Bragantino esteja em um momento de recuperação na competição, isso não se justifica.


2) Levamos o primeiro gol em mais uma falha individual e não marcamos antes porque perdemos um monte de gols. Ser o “time da virada” é até legal, mas precisar reverter o placar contra times fracos por conta das nossas deficiências, tanto defensivas como ofensivas não é.


3) Dominamos completamente o segundo tempo, mas não podemos ignorar que uma das razões que permitiu que isso acontecesse foi o fato do Bragantino ter um jogador a menos. Jogando fora de casa e com menos um em campo, nada mais natural que um time que luta para sair da zona de rebaixamento se fechasse para segurar um resultado positivo.


4) As alterações feitas pelo Jorginho deram resultado, mas podemos dizer que vencemos APESAR do nosso treinador. Mais uma vez o técnico buscou o “protagonismo” a todo custo e teve outro acesso de “Joelsantanismo”: deixar o time com QUATRO atacantes e apenas UM meia para armar as jogadas tinha tudo para dar errado (como aconteceu contra o Paysandu). Aliás, na prática deu errado, já que o Éderson, apesar do belo gol, foi muito pouco acionado.


Vencemos, mas, como de costume, não convencemos. Não podemos deixar de considerar uma ausência de um jogador como Nenê, mas a impressão de que poderíamos ter um desempenho melhor sem o craque do time é inevitável. Há tempos esperamos vitórias mais tranquilas, principalmente em casa e contra adversários notadamente fracos. Ainda não foi dessa vez.



As atuações…


Martin Silva – não chegou a ter muito trabalho e nada podia fazer no gol.


Madson – segue sendo um mistério sua titularidade. Não produz nada que justifique a moral que tem com o Jorginho. Éder Luis entrou em seu lugar e deu maior movimentação ao ataque. Pena que o Chico Bento não consegue concluir uma jogada sequer.


Jomar – entregou algumas bolas ao adversário nas saídas de bola antes de sair por contusão, no intervalo. Rafael Marques o substituiu e com o Bragantino na retranca, acabou tendo muito pouco trabalho.


Rodrigo – de vilão a herói: no lance do gol do Bragantino tentou uma das suas famosas cavadas de falta e se deu mal. Compensou marcando o gol da virada e garantindo a vitória.


Júlio César – tem aparecido mais no ataque nas últimas partidas e ontem não foi diferente. Mas os erros nos cruzamentos continuam.


Diguinho – substituiu Marcelo Mattos e diferente deste, tenta municiar o ataque com passos longos. O problema é que errou todos.


Andrezinho – ditou o ritmo do meio campo e conseguiu criar algumas boas jogadas. Acertou bom cruzamento para Rodrigo marcar seu gol.


Yago Pikachu – no meio de campo encontrou os espaços para aparecer de surpresa e finalizar. Deslocado para a lateral no segundo tempo, foi muito mais eficiente que seu – misteriosamente ainda – titular.


Evander – percebe-se que ele pensa o jogo, não tendo a afobação que garotos da sua idade costumam ter. Mas ainda oscila muito, o que só mudará com o tempo. Deu lugar ao Éderson, que logo na sua estreia, mesmo sendo pouco acionado, marcou um belo gol. No outro lance em que apareceu com destaque deixou Jorge Henrique na cara do gol.


Jorge Henrique – é “atacante”, mas apareceu menos na frente que o Pikachu; no segundo tempo perdeu um gol feito.


Thalles – não teve muitas chances, mas a boa jogada que fez com Éderson e que terminou no nosso primeiro gol compensou sua escalação.