O inexplicável pacto entre Jorges no Vasco

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Entra jogador, sai jogador, mas Jorge Henrique segue intocável


Jorginho é um técnico com manias. “Julio dos Santos como segundo homem”, “Riascos de centroavante”, “Mateus Pet titular” (no começo do ano), “Yago Pikachu no meio de campo”, entre outras. Mas, entre todas, a mais inexplicável e recorrente é a titularidade absoluta do Jorge Henrique, o coringa do treinador.


Vejam vocês a situação que se configura para o jogo contra o Criciúma, amanhã: Nenê ainda é dúvida e provavelmente não jogará a partida. Aí Jorginho, que vem elogiando o Evander há algum tempo, deve sacar o garoto do time para a entrada do Éderson. Já o Jorge Henrique, que não tem a menor capacidade para criar jogadas - e que nas raras vezes que chega ao ataque desperdiça a maioria dos lances - segue firme no time.


Jorginho prefere deixar o time com apenas um meia de criação (Andrezinho) para manter um jogador que cumpre sua função tática com total obediência. O problema é que essa função só é percebida pelo próprio Jorginho. Ou alguém consegue ver essa diferença toda no trabalho defensivo do Jorge Henrique? A fixação do Jorginho pelo “Jorgenrique” não se justifica pela correria não muito efetiva do jogador nas partidas. Ele eventualmente dá uma força na marcação, eventualmente leva perigo atacando o adversário, mas são raríssimas as vezes que faz a diferença.


Antes do Éderson ter chegado, já era difícil compreender a insistência do treinador em sua escalação; com a chegada não apenas dele, mas de DOIS atacantes, manter Jorge Henrique em campo em detrimento de um armador (ainda que seja o ainda imaturo Evander) parece completamente sem sentido. Talvez a insistência do técnico com o minicraque não tenha a ver com o futebol, né? Pode ser porque os dois têm o mesmo nome, uma espécie de pacto entre xarás.