Tá na hora do Vasco disparar

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Superioridade do Vasco na Série B já deveria ter nos deixado longe dos adversários.


Quando a bola rolar hoje em São Januário, o Vasco já saberá se uma vitória sobre o Criciúma garantirá o “título” do primeiro turno do Brasileiro. Caso o Ceará não consiga vencer o Paraná fora de casa em partida que acontece às 19h, três pontos nos manterão na liderança independente do que acontecer na última rodada, no confronto contra o próprio Ceará, na terça que vem.


Chegar à metade da competição na liderança não chega a ser um grande mérito para o Vasco, o único grande nessa Série B e com todas as vantagens sobre seus concorrentes que todos já sabemos. Pelo contrário, a essa altura do campeonato, deveríamos e poderíamos estar numa posição mais confortável na classificação. Mesmo dando o devido desconto às limitações de elenco (muito menores do que a do restante dos nossos adversários), os eventuais desfalques e as vezes em que fomos prejudicados por arbitragens de segunda categoria, era para estarmos bem mais a frente do segundo colocado que os meros dois pontos que estamos hoje.


Mas o jogo contra o time catarinense – que, apesar de ainda estar na briga pelo G4 tem um desempenho ruim fora de casa, com apenas uma vitória em oito jogos – pode servir como um divisor de águas para o Vasco. Ainda que não possa contar com Nenê e Luan, dois dos seus principais jogadores, Jorginho tem agora aquele que deve ser seu elenco até o final do ano, tirando uma possível volta do Riascos. Thalles e Leandrão não estavam dando conta do recado? Éderson chegou e hoje já é titular; Aislan era a certeza de entregadas fatais? Agora temos o Rafael Marques. Ou seja, o que venha a acontecer no restante do Brasileiro, entrará na conta do treinador, que é quem define o time.


Hoje, por exemplo, Jorginho achou por bem manter Jorge Henrique na equipe e tirar o Evander. Falei sobre isso no post de ontem e a polêmica foi muito maior do que eu esperava: para mim, parece óbvio que manter um atacante no time por conta da sua contribuição defensiva é sem sentido. O que seus defensores não parecem levar em consideração é que a entrega do JH em campo não compensa a falta de articulação no meio.


Todas as vezes que Jorginho encheu o Vasco de atacantes o que conseguimos foi um domínio ineficiente, com um monte de jogadores embolados na frente, sem criar chances de gol. Mesmo na suada vitória sobre o Bragantino, quando tínhamos um jogador a mais, apenas o Andrezinho armando as jogadas não foi o bastante para criarmos oportunidades em um número aceitável. Hoje teremos mais uma vez um adversário que deve jogar no fechadinho, esperando o contragolpe. E, igualmente mais uma vez, Andrezinho será o único com os recursos para municiar o ataque. Jorge Henrique, com sua correria, pode até ajudar a roubar algumas bolas, mas se no ataque ele raramente consegue ser útil, na criação ele é ainda menos efetivo.


Ainda assim, o favoritismo na partida é todo nosso, claro. Somos líderes, jogamos em casa e temos uma equipe mais qualificada. Mas ainda que nos enrolemos pela falta de armadores, sempre pode aparecer uma bolinha parada, que aliás, já nos salvou mais vezes do que deveria ser necessário em uma Série B. O ideal é que passemos bem pelo Criciúma e façamos das vitórias tranquilas uma rotina no restante do Brasileiro. Já passou da hora de darmos uma arrancada na competição à altura da nossa superioridade entre os competidores.



VASCO X CRICIÚMA
Local: São Januário.
Horário: 21h
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo (SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)
VASCO: Martin Silva; Madson, Rafael Marques, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, Andrezinho, Yago Pikachu e Jorge Henrique; Thalles e Éderson. Técnico: Jorginho
CRICIÚMA: Luiz; Lucas Taylor, Raphael Silva, Diego Giaretta e Marlon; Barreto, Douglas Moreira, Ricardinho e Juninho; Roberto e Gustavo. Técnico: Roberto Cavalo