Ataque e sorte garantem a vitória do Vasco

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Depois de muito tempo, ataque mostra eficiência e garante uma vitória para o Vasco


Se formos nos ater aos pontos positivos da vitória do Vasco sobre o Criciúma, podemos começar falando de um fato que não acontece há muito tempo nos jogos do time: o ataque, finalmente, funcionou. Não me lembro qual foi a última partida que vencemos marcando mais de uma vez e com gols marcados apenas por homens de frente.


Mas tirando isso, e claro, o fato de termos aumentado a diferença para o Ceará, pouco há para se comemorar. A verdade é que o Vasco, mais uma vez jogou mal. E sendo realista, o 2 a 1 nem representa com justiça o que vimos em campo. O Criciúma, atualmente sétimo colocado na tabela, foi melhor por boa parte do jogo.


Mesmo contra um adversário que não ficou excessivamente recuado, o Vasco foi capaz de criar muitas jogadas ofensivas. E pior, nem conseguiu compensar a ineficiência no ataque com uma segurança defensiva. E por que isso aconteceu? As opções do Jorginho são a explicação mais lógica.


Imagino que muitos leitores vão reclamar, mas o que eu temia aconteceu. Jorge Henrique, jogando na faixa de campo em que Nenê deveria estar, não funcionou. Ele não ajudou em nada na criação, não teve qualquer presença ofensiva e seu “esforço pra ajudar na defesa” se mostrou completamente inútil. É como eu falei antes: ter um “coringa” no time não adianta nada se esse jogador não consegue executar nenhuma função bem.


Com a escolha do Jorginho, Andrezinho ficou sobrecarregado: quando se adiantava, a marcação era maior; quando vinha buscar o jogo no meio de campo, não tinha ninguém para dialogar na criação. E nessa, o Vasco ficou muito tempo dependendo de bolas esticadas do Diguinho, que invariavelmente errava os lances.


Defensivamente, mais problemas. Jorginho mais uma vez escalou Pikachu no meio e o pokémon, como na maioria das vezes, não rendeu. Sem encontrar um bom posicionamento, não ajudou como deveria a fechar o meio de campo e isso facilitou as coisas para o Criciúma.


Resumindo, o Vasco não conseguiu ameaçar nosso adversário como deveria, nem impediu que o Criciúma tivesse liberdade para nos atacar. E nem a conversa que o Jorginho teve com o elenco no intervalo resolveu alguma coisa, já que o segundo tempo foi ainda mais fraco que o primeiro. Mesmo que a entrada do Jr. Dutra, aos 11 minutos da etapa final, tenha nos dado maior volume ofensivo, a defesa continuava exposta e o Criciúma acabou tendo as melhores chances de gol. Vencemos, mas não dá pra ignorar a sorte que tivemos no gol do Thalles, que contou com a ajuda de falha do goleiro Luiz. E essa tem sido a nossa rotina: vencer, sem convencer, com gols em bolas paradas ou em que a colaboração do adversário é fundamental. Somos líderes, mas estamos mostrando muito pouco em uma competição desse nível.


As atuações...


Martin Silva – precisou fazer algumas boas defesas para garantir o resultado.


Madson – para variar, fez uma boa jogada que terminou em gol, o primeiro do Vasco. No resto, errou tudo o que tentou, como sempre.


Rafael Marques – parece um boneco do carnaval de Olinda e é ainda mais lento que eles. Errou algumas saídas de bola e volta e meia está mal posicionado.


Rodrigo – não foi visto no lance do gol do Criciúma, mas mostrou segurança no resto do jogo.


Julio Cesar – teve liberdade para apoiar e foi bastante acionado. Sentiu uma contusão e saiu no intervalo, dando lugar ao Henrique, que deve ter sido instruído a dar mais atenção à marcação. Quando teve chances no ataque, errou seus cruzamentos.


Diguinho – compensou sua escalação por ter salvado um gol no segundo tempo; no resto do jogo, mostra um pouco mais de versatilidade que o Marcelo Mattos, mas é menos eficiente no combate e erra muitos passes.


Andrezinho – sozinho na criação, acabou sofrendo com a marcação. Ainda assim, foi o articulador da maioria das jogadas do time. Quase marcou um belo gol no primeiro tempo.


Yago Pikachu – não encontrou um bom posicionamento em campo, o que anulou sua vocação ofensiva e não permitiu que fosse bem defensivamente. Júnior Dutra entrou em seu lugar e teve uma boa estreia: depois de um início meio tímido, criou algumas boas jogadas em velocidade pelo lado de campo. Deixou Thalles na cara do gol para o atacante isolar a bola.


Jorge Henrique – para os fãs do seu comprometimento, deve ter feito uma partida ótima. Mas tirando isso, não fez nada de prático. Jogando na posição do Nenê, não criou jogadas, não apareceu no ataque e não ajudou a fechar o meio de campo.


Thalles – um gol de oportunismo que garantiu a vitória. Perdeu uma chance claríssima no segundo tempo.


Éderson – boas jogadas, mais um belo gol e, pelo visto, assegurou a vaga de titular do ataque. Cansado, deu lugar ao Eder Luis, que entra sempre na disposição e cheio de boas intenções, mas não consegue executar nada que imagina.


***


Lembrem-se de curtir a fanpage do Colina Express no Facebook e seguir o blog pelo twitter @jc_CRVG. E os usuários do Gmail também podem incluir a página do blog no Google Plus.