Vasco precisa reencontrar o caminho das vitórias com urgência

Gazeta Press
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Nem o gol do Vasco, um dos poucos acertos na derrota para o Atl-PR, surgiu por mérito do time do Zé Ricardo


Pode parecer estranho falar esse tipo de coisa, mas podemos dizer que a derrota de ontem por 3 a 1 para o Furacão até que deixou o Vasco numa posição satisfatória na tabela. Ter perdido apenas uma posição (e pelos critérios de desempate) e ainda estar a apenas dois pontos do G7 a essa altura do campeonato é algo a se comemorar na situação em que nos encontramos.


Isso porque continuar com chances de chegar à Libertadores mesmo com o caminhão de gols perdidos, a desatenção defensiva que aparece em todos os jogos, os pontos desperdiçados em partidas fáceis dentro de casa e os desfalques importantes que surgiram nessa reta final de Brasileiro é um feito a ser comemorado por qualquer vascaíno. Ontem tivemos um pouco disso tudo.


Dos três gols que sofremos, é de se perguntar se dois deles existiriam com Anderson Martins em campo. O outro surgiu de mais uma desatenção do time, em um passe errado na intermediária, quando a zaga não estava bem colocada. Não chegamos a ter muitas chances de gol, mas as que tivemos não foram aproveitadas (tanto que nem o nosso gol fomos nós que fizemos). O time nem chegou a fazer uma partida tão abaixo do que estamos acostumados, mas esse domingo estava destinado a não ser um dia feliz para o Vasco.


Vamos ver se com o fim da tal sequência invicta – que na maioria das vezes acaba trazendo mais uma pressão para a equipe – o Vasco reencontra o caminho das vitórias. O que é uma necessidade para quem deseja disputar a pré-Libertadores ano que vem.



As atuações…


Martín Silva – quando falhou, a bola não entrou. E nas três vezes em que entrou, não teve culpa. Ainda fez duas ou três grandes defesas.


Gilberto – apoiou bastante, mas sem conseguir concluir as jogadas. Desperdiçou boa chance no fim do jogo errando uma cabeçada. Defensivamente deixou sua lateral livre em diversos momentos.


Breno – foi um dos que vacilaram no lance do primeiro gol. Mas vinha se recuperando no jogo, até sentir o joelho e dar lugar ao Rafael Marques, que não conseguiu evitar os dois gols que sofremos na etapa final.


Paulão – não marcava ninguém no lance do terceiro gol.


Henrique – seu maior vacilo foi ter dado de presente uma bola para um atacante atleticano ainda no primeiro tempo.


Jean – terrível quando tentou fazer a saída de bola com passes longos e nas poucas vezes que tentou mostrar habilidade na frente. No combate estava indo bem, mas deu lugar ao Evander, quando Zé Ricardo tentou buscar a virada. Não teve o mesmo espaço que os últimos adversários lhe cederam e acabou tendo atuação discreta.


Wellington – poderia ter feito algo para evitar os três gols do Furacão e não conseguiu: no primeiro, caiu sozinho na área; no segundo, perdeu a disputa de bola antes do chute e no terceiro ficou olhando o lateral Fabrício vir de trás para cabecear.


Wagner – tentou articular jogadas com Nenê e Gilberto e arriscou algumas inversões e lançamentos. Nada que desse muito certo. Perdeu a chance de gol mais clara do Vasco. Deu lugar ao Yago Pikachu, que deveria reforçar as subidas pela direita, mas também não surtiu o efeito desejado.


Nenê – sofreu com a marcação atleticana e com o dia pouco inspirado dos seus companheiros. Mas mesmo tendo uma atuação discreta, participou dos melhores lances do Vasco.


Paulinho – mostrou disposição, mas faltou talento. Da apagada atuação que teve, fica uma finalização com relativo perigo, defendida pelo goleiro adversário.


Andrés Ríos – jogando muito aberto, ficou longe da área e não chegou a finalizar. Mas participou do lance do gol vascaíno, pressionando o zagueiro que acabou chutando para o próprio gol.