Cruzeiro 0 x 1 Vasco: sangue, suor e vaga na mira

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Três dos quatro defensores do Vasco comemoram o gol: atuação da zaga foi fundamental na vitória sobre a Raposa


A possibilidade de atrapalhar o maior rival na briga por uma vaga na pré-Libertadores não foi levada em consideração pela equipe do Cruzeiro, que fez tudo o que pode para vencer o Vasco diante da sua torcida. Mas em uma tarde em que a defesa vascaína – em especial o goleiro Martín Silva e o zagueiro Anderson Martins – teve uma atuação próxima da perfeição, faltou forças para a Raposa virar o placar e impedir a vitória vascaína pelo placar mínimo.


Mesmo com a vitória, é difícil encontrar motivos para elogiar a atuação da equipe do Zé Ricardo. Como time, fizemos uma partida fraca, com pouca articulação ofensiva e exageradamente passiva defensivamente diante dos avanços cruzeirenses. Coletivamente, só há mesmo a elogiar a entrega de todos, que lutaram muito durante os mais de 90 minutos de partida. Mas a luta não é algo que seja passado por instruções de qualquer treinador.


Já individualmente a coisa muda completamente de figura. A atuação impecável do Martín Silva e muito acima da média da zaga como um todo não apenas merecem elogios, como deveriam servir de exemplo para toda partida. Com nosso goleiro fazendo milagres, Anderson Martins destruindo tudo e até o Paulão - que se não tem metade da técnica do seu companheiro de zaga, compensou marcando o gol da vitória – jogando bem, fizemos algo que não conseguimos há muito tempo: segurar um placar mesmo sofrendo com a pressão do adversário desde a primeira etapa.


Mesmo destacando alguns jogadores por suas grandes atuações individuais, é preciso dar o parabéns a todos pela raça com que jogaram. Os três pontos e a vaga no G7 (ainda que dependamos do resultado da partida do Botafogo logo mais) compensaram cada gota de suor deixada pelo time do Vasco no Mineirão. Mesmo que não terminemos a rodada na sétima posição, a vitória de hoje nos deixa numa posição relativamente confortável, já que teremos pela frente uma Ponte Preta alquebrada pela confirmação do rebaixamento. Se der a lógica no Allianz Parque, dependeremos apenas de uma vitória em casa para confirmar a vaga na pré-Libertadores. 



 As atuações...


Martín Silva – três milagres e mais um monte de defesas providenciais que garantiram a vitória e, possivelmente, uma vaga na Pré-Libertadores.


Madson – se empenhou muito na defesa, mas nas subidas ao apoio não conseguiu fazer muita coisa.


Anderson Martins – fez uma daquelas partidas que nos fazem pensar “AH SE O ANDERSON MARTINS NÃO TIVESSE SE CONTUNDIDO!!!”. Incansável no combate, imbatível nas bolas aéreas e perfeito nas antecipações. E ainda  ajudou na saída de bola quando foi preciso e evitou um lance que acabaria em gol de empate cruzeirense, tirando a bola pouco antes da linha de fundo.


Paulão – esperou o momento certo para fazer seu primeiro gol na competição. Também foi bem nas bolas aéreas e nas bicudas para espanar a bola da nossa área quando necessário.


Henrique – outro responsável direto pela vitória, por também impedir um gol cruzeirense cortando uma bola em cima da linha. Também brigou muito defensivamente, tanto que levou o terceiro amarelo e antecipou as próprias férias.


Wellington – foi importante ao ocupar os espaços no meio de campo e ajudar no combate. Também contribuiu no início de algumas jogadas, mas seria mais eficiente nessa função se errasse menos passes.


Evander – quando o Vasco teve mais posse de bola, o Cruzeiro não deixou espaços para que o garoto pudesse criar muita coisa. E, mesmo que tenha melhorado sua participação com bola na posse do adversário, é inegável que perdemos combatividade com ele em campo. Por isso foi sacrificado no intervalo, dando lugar ao Jean, que fez o que sabe fazer: correr como um louco e marcar até a sombra dos adversários.


Yago Pikachu – ajuda na marcação? Sim. Tem participação ofensiva? Também. Mas como sempre foi mediano em ambas as funções. E ainda perdeu um gol feito que poderia ter tranquilizado muito o time.


Nenê – errou uma penca de passes, finalizou pouco (e mal) e chegou a apanhar da bola em alguns momentos. Mas como sempre mostrou ser decisivo ao cobrar muito bem o escanteio que originou o gol da vitória. Foi substituído por Mateus Vital, que conseguiu fazer o Vasco reter a bola um pouquinho mais de tempo no campo de ataque quando éramos pressionados. Também perdeu um gol feito ao finalizar uma boa bola com a força de uma criança raquítica.


Paulinho – teve uma atuação pra lá de discreta, inclusive sendo mais visto ajudando na defesa que no ataque. Deu lugar ao Wagner, que entrou para congestionar mais o meio de campo e não fez muito além disso.


Andrés Ríos – correu muito, também ajudou defensivamente, mas como atacante foi uma nulidade. Sua única finalização foi um chute completamente sem direção.