Mais um Natal com lembrancinhas para a torcida do Vasco



 


Depois de duas semanas de descanso aqui do blog – e de muito trabalho fora dele –, volto ao espaço para comentar sobre os “presentes de Natal” versão 2017 que a diretoria Eurico Miranda nos destinou nos últimos dias. Se em 2016 o Dotô nos “presenteou” com Escudero, esse ano ele inventou Desábato.


Mas diferente de 2016, o presidente vascaíno parece ter desenvolvido uma sanha consumista e trouxe mais “presentes” antes da virada do ano: chegou também Rildo, um atacante que nem chegou a se firmar como titular do rebaixado Coxa e que tem como principal característica a velocidade. Ou seja, tem tudo para ser um Éder Luis mais novo, ou, pior ainda, um Caio Monteiro mais velho.


Gazeta Press
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A torcida do Vasco passa mais um ano com "lembrancinhas" de Natal da família Miranda


Os outros nomes ventilados? Kieza velho de guerra (que sempre QUASE dá certo, mas fracassa em tudo que é time), Thiago Galhardo (atacante de 28 anos que não chegou aos 25 gols na carreira), Cristaldo (que tem como pontos altos na carreira UMA partida pela seleção argentina e o título da Copa do Brasil pelo Palmeiras, mas que nos últimos tempos não conseguiu se dar bem no futebol mexicano), Christian Alemán (um sósia do William Barbio aparentemente melhor de bola) e mais alguns outros jogadores do - sempre bom lembrar - rebaixado Coritiba.


Alguns nomes têm potencial para render alguma coisa, outros não parecem ter capacidade sequer para compor um elenco que disputará uma Libertadores. Nenhum jogador que chegue a empolgar, ou mesmo que tenha pinta de que chega para ser titular absoluto. As lembrancinhas de fim de ano do Dotô são sempre para compor elenco. E olhe lá!


Isso sem falar que, na iminência de sair da gestão do clube, o clã Miranda parece muito satisfeito em inchar o elenco com jogadores mais ou menos e comprometendo o orçamento do Vasco com salários para quem dificilmente terá muitas chances de jogar. Se for apenas o estilo ineficiente de contratar dos Miranda ou se é algo proposital, não se pode afirmar. Mas já vimos esse filme antes: dirigentes que assumem seus cargos jurando amor ao clube e que saem fazendo de tudo para prejudicar a gestão seguinte. Mesmo que isso prejudique o Vasco junto.


Ainda assim, é inegável que esse fim de ano já está sendo bem melhor que o fim de 2016 para os vascaínos. Temos uma Libertadores para disputar e, mais importante, a possibilidade de uma mudança no comando do Vasco. E quem sabe, o início de uma fase na qual a torcida ganhe PRESENTES de Natal e não lembrancinhas.