Sem surpresas, Vasco vence e se classifica

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Com um gol e uma assistência em cada partida, o jovem Paulinho foi o principal destaque do Vasco nos confrontos com o Universidad Concepción


Não houve surpresas no jogo da volta entre Vasco e Universidad Concepción. Aliás, a partida foi bem parecida com a partida realizada no Chile, tendo como principal diferença a atuação do goleiro adversário, que não nos deu dois gols como no primeiro confronto. Sem essa ajudinha, não repetimos a goleada e acabamos parando nos 2 a 0 na noite de ontem.


Também como no jogo de ida, poderíamos ter feito mais gols – Paulinho desperdiçou uma boa chance no primeiro tempo e Riascos, na etapa final, manteve a média e perdeu duas oportunidades claras – mas também poderíamos ter sofrido um ou outro. Aliás, não fosse a aparente incapacidade dos jogadores do Concepción em balançar as redes, poderíamos ter levado pelo menos dois gols dos caras.


No fim das contas, tirando a natural empolgação que um resultado agregado de 6 a 0 traz a qualquer torcedor, temos que manter o pé no chão. Se podemos ficar felizes pela atitude do time, que buscou a vitória sempre mesmo com a gigantesca vantagem criada na primeira partida, ainda devemos nos preocupar com nosso setor defensivo, que em muitos momentos ainda mostra uma falta de encaixe.


De qualquer forma, é óbvio que o resultado geral foi muito positivo. O ataque mostrou uma força que há muito tempo não víamos – e reforçar a fraqueza do adversário nesse caso é implicância com o time, já que todos os times grandes do país estão encarando times muito frágeis e não estamos vendo goleadas a torto e a direito por aí – e uma variação de jogadas ofensivas bastante interessante. Ainda é preciso melhorar, claro, mas isso virá com o tempo e, quem sabe, com alguns reforços. Agora é esperar um dos bolivianos e seguir na mesma pegada para garantir uma vaga na fase de grupos da Libertadores.


www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Pikachu comemora seu gol com Paulinho, autor do cruzamento para a cabeçada certeira do lateral


As atuações….


Martín Silva – no primeiro tempo, fez uma saída de bola das mais temerárias, mas o próprio resolveu a situação impedindo o gol do time chileno. Ainda fez mais uma ou duas defesas um pouco mais complicadas.


Yago Pikachu – só a jogada do seu gol, iniciada pelo lateral com uma roubada de bola e um belo drible ainda no meio de campo e finalizada pelo próprio Pokémon, já lhe garantiria elogios por sua atuação. Terminou a primeira fase da Libertadores como um dos artilheiros do time, o que é muito para quem, teoricamente, joga na defesa.


Ricardo – não chegou a comprometer na sua principal função e acertou um passe em profundidade espetacular para o Wágner, iniciando a jogada do primeiro gol.


Erazo – um zagueiro com a sua experiência não poderia ter sido expulso da forma que foi, prejudicando o time não apenas na partida de ontem, mas também desfalcando o time para o próximo compromisso do Vasco na Libertadores.


Henrique – uma boa atuação ofensiva do lateral, sendo muito presente no apoio e até mostrando habilidade com bons dribles em alguns momentos. Defensivamente não foi tão bem, eventualmente sobrecarregando o Wágner na cobertura pelo lado esquerdo do campo.


Leandro Desábato – bem no combate e na ocupação de espaços pelo meio, o gringo também foi importante na saída de bola, principalmente quando o adversário adiantou sua marcação. Cansou e pediu para sair, dando lugar ao Riascos, que mais uma vez perdeu gols feitos (ontem foram pelo menos dois), mas ao menos aparece na frente para finalizar.


Wellington – teve uma atuação mais discreta, se limitando mesmo ao combate. Mais uma vez errou alguns passes perigosos, que poderiam render contra-ataques para o Universidad.


Evander – distribuiu bem o jogo e criou bons lances ofensivos. Participou da jogada do segundo gol dando bom passe de calcanhar para o Paulinho. Com a expulsão do Erazo foi sacrificado para a entrada do Paulão, que jogou com seriedade e manteve o nível de atuação do zagueiro expulso.


Wágner – cumpriu bem a função tática que lhe foi atribuída, ajudando tanto na criação como na defesa. Fez boa assistência para o gol do Paulinho, mas é inevitável o cansaço para um veterano que atua numa faixa tão grande do campo. Deu lugar ao Andrey, que ontem foi apenas mediano, errando alguns passes bobos.


Paulinho – um gol, uma assistência em cada partida, o jogador mais jovem a marcar um gol na Libertadores com a camisa do Vasco, o primeiro atleta nascido nos anos 2000 a marcar um gol na competição. Tá bom ou não? É por isso que o Paulinho acabou sendo o maior destaque vascaíno nessa primeira fase da Libertadores.


Andrés Rios - muitos elogiaram a entrega do atacante argentino na noite de ontem, usando esse o argumento principal para elogiar sua atuação. Pra mim, pouco adianta ter um centroavante que corra e lute muito mas não faça gols. Aliás, nem gols, que sequer finalize. Prefiro um atacante que perca gols (como o Riascos) porque tenta a um que não marca gols porque não chuta.