Com emoção, Vasco vence 'pelada' contra o Boavista

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Galhardo e Riascos entraram e mudaram a cara do partida com cara de pelada contra o Boavista


E mais uma vez o Vasco penou para conseguir vencer no Estadual. E, assim como contra o Macaé, a vitória só veio no finzinho do jogo, em mais uma virada, dessa vez contra o Boavista. O placar mostra quanto o jogo pareceu uma pelada: 4 a 3 para o cruzmaltino.


Curiosamente, o começo do jogo não indicava nem tanta dificuldade e muito menos tantos gols. Com o Boavista jogando todo fechado em seu campo, o Vasco dominava completamente a partida. Penava para furar a retranca adversária, mas não corria qualquer risco. A posse de bola, que chegou aos 73% a nosso favor, era um indicador da nossa superioridade.


Mas era uma superioridade sem efetividade. Tirando uma cabeçada do Paulão, não obrigamos o goleiro Rafael a fazer qualquer defesa. Tudo que conseguímos era arriscar chutes de longa distância. Tanto que o nosso gol só saiu com uma pixotada da zaga do Boavista, que bateu cabeça com o goleiro e deixou uma bola sobrar livre para o Pikachu apenas empurrar a bola para a rede.


Porém, não pudemos comemorar por muito tempo. Sofremos o empate dois minutos depois, num frangaço do Martin que dificilmente voltaremos a ver um igual. O gol abalou o Vasco e o Boavista, aos poucos, conseguia chegar ao ataque. E conseguiu a virada nos acréscimos do primeiro tempo, numa cobrança de falta (inexistente) e mais uma falha de posicionamento que nos fez sofrer o sexto gol de cabeça em quatro jogos.


No segundo tempo, o Vasco partiu pra cima, mas ainda penava com a marcação do Boavista. E no desespero para virar, acabou cedendo mais espaços. Zé Ricardo tirou um volante, colocou mais um atacante no time, e conseguimos o empate, com Thiago Galhardo. Mas não tivemos muito o que comemorar mais uma vez: três minutos depois, o Boavista acertou um contra-ataque e marcou o terceiro.


Com cerca de 15 minutos para o fim do jogo, o Vasco partiu pra cima com tudo e imprensou o Boavista. E deu resultado: Vagner aos 37 conseguiu o empate e Erazo, aos 46, marcou o gol da virada. O juiz nem esperou os cinco minutos de acréscimos que tinha assinalado e encerrou o jogo aos 48.


Foi mais um jogo emocionante, mas a torcida vascaína não esperava passar por tantas emoções em uma partida no meio do Estadual. A postura do time na primeira parte do jogo, controlada e esperando com paciência os espaços surgirem, foi boa, mas o descontrole e os vacilos da defesa depois do empate do Boavista são muito preocupantes. Assim como também é preocupante vermos a dificuldade do time em encontrar alternativas contra as retrancas dos times que disputam o Carioca. Vencemos, chegamos à liderança do nosso grupo, mas o que fica na cabeça de qualquer torcedor é “como vamos nos sair na Libertadores jogando dessa forma?”. É preciso evoluir e rapidamente. Até porque não podemos contar com peladas como a que vimos em Cariacica acontecendo na Liberta.


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Com um gol e boa movimentação, Wágner fez boa partida em Cariacica


As atuações…


Martín Silva – guardem na memória o lance do primeiro gol do Boavista, certamente a maior falha já cometida (e muito provavelmente até o resto de sua carreira) cometida pelo goleiro vascaíno. O terceiro gol, apesar de encoberto pelo Paulão, também parecia uma bola defensável. Torcendo que sua atuação tenha sido propositalmente ruim, para ser cortado da seleção uruguaia.*


* Melhor avisar que isso foi uma brincadeira


Yago Pikachu – mostrou oportunismo ao marcar o primeiro gol da partida e cobrou a falta que originou o terceiro do Vasco. No restante do jogo foi presente no apoio, mas sem muita efetividade.


Erazo – o gol da vitória salvou mais uma atuação fraca do zagueiro equatoriano. Fora do tempo de bola nas bolas aéreas na maioria dos lances, errou feio na marcação no segundo gol do Boavista.


Paulão – com seu jeito estabanado, ainda conseguiu fazer alguns cortes importantes. Mas nas bolas aéreas, falhou tanto quando seu companheiro de zaga.


Henrique – outra boa atuação do lateral, que foi bastante presente no apoio e acertou bons cruzamentos.


Desábato – enquanto o time estava organizado, fez de forma eficiente a proteção à zaga, evitando que o Boavista fizesse muita coisa no primeiro tempo. No segundo tempo, com o time mais desesperado pela vitória, acabou cedendo alguns espaços.


Wellington – um pouco mais de seriedade do que apresentou contra o Macaé, mas ajudou pouco a fazer a ligação entre a defesa e o ataque. Na maioria do tempo deu passes para trás. Deu lugar para o Rildo, que entrou para ajudar no abafa final contra o Boavista. Promoveu a correria de sempre pela esquerda, dando trabalho para a defesa adversária.


Wágner – a melhor partida do veterano no ano, ajudou a ditar o ritmo do time no primeiro tempo, criando boas jogadas. Quando cansou e deu uma sumida, acabou marcando o terceiro gol do Vasco.


Evander – não foi bem o suficiente para ser o cérebro do time contra um oponente completamente recuado. Tanto que sua saída para a entrada do Thiago Galhardo mudou a cara do time, que passou a pressionar o Boavista com mais efetividade. Mostrou precisão na única chance que teve para marcar, acertando um chute indefensável.


Paulinho – outro jogo em que o garoto foi mal, tendo uma atuação pra lá de discreta (pra ser gentil com o rapaz). Pra não dizer que ficou no zero, foi do Paulinho o passe - errado - que originou nosso primeiro gol. Riascos entrou em seu lugar e deu muito trabalho para a zaga adversária, finalizando e dando passes importantes. Participou dos lances dos dois últimos gols vascaínos.


Andrés Rios – voltou para buscar jogo, se movimentou o quanto pode e se empenhou até na marcação. Mas é aquilo: em se tratando de ser atacante, continua uma nulidade. Na única chance que teve para marcar, chutou muito longe do gol.