Reservas vencem o Madureira, e Vasco fica perto da semifinal da Taça Rio

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Rildo comemora seu gol com Evander e Desábato. Os três foram os melhores em campo contra o Madureira


Não teve 3-5-2 e não teve zaga titular. Nem calor em Bangu teve, o que é praticamente uma impossibilidade. Aliás, tirando os três pontos que o Vasco conseguiu ao bater o Madureira por 3 a 1, pouca coisa aconteceu na partida.


A ausência mais sentida foi a de um adversário que nos proporcionasse alguma dificuldade. De todos os times que enfrentamos nesse Carioca, o tricolor suburbano foi certamente o mais fraco. Para se ter uma ideia, nos 45 minutos iniciais – nos quais marcamos dois gols por falhas bizarras do nosso oponente – a única chance real de gol do Madureira foi proporcionada pelo Werley, que obrigou o goleiro Gabriel Félix fazer uma grande defesa num corte equivocadíssimo do nosso zagueiro.


No segundo tempo ainda conseguimos sofrer um gol deles, o segundo gol marcado pelo Madura em toda a Taça Rio. Mas fora isso, e em alguns momentos nos quais o time do Zé Roberto pareceu se desinteressar completamente da partida, nosso adversário só conseguiu justificar a lanterna na classificação geral do Estadual.


Rildo ainda marcou o terceiro, perdemos mais uns dois ou três, eles colocaram mais uma ou duas bolas no travessão, e foi isso. Diante da fragilidade do tricolor, fazer o dever de casa sem maiores complicações era uma obrigação para o Vasco, mesmo com um time reserva. Mesmo não servindo como preparação para a Libertadores, a vitória foi importante para a garotada mostrar serviço (terminamos a partida com sete jogadores da base) e para encaminhar a classificação para a semifinal da Taça Rio. 



 As atuações...


Gabriel Félix – sem culpa no gol, ainda evitou que Werley pagasse o mico de fazer um gol contra com grande defesa.


Rafael Galhardo – ainda não conseguiu fazer qualquer coisa que justificasse sua contratação. Ontem, mais uma vez, foi substituído pelo zagueiro Luiz Gustavo. E o fato de um improvisado não ter feito feio na comparação é outra prova de mais uma atuação fraquíssima do Galhardo.


Werley – quase marcou contra no primeiro tempo e no lance do gol do Madureira viu o passe que rendeu o gol lhe passar por debaixo das pernas. É muito vacilo contra um adversário muito fraco.


Ricardo Graça – também teve trabalho mesmo contra um time que mal nos atacou. Ficou na roda em alguns momentos e vacilou feio no gol do Madureira, não acompanhando nenhum dos jogadores que invadiram nossa área.


Fabrício – se preocupou mais com a parte defensiva e ainda assim, foi outro que não acompanhou como deveria a subida do Madureira no lance do gol. Mais um que poderia ter apresentado muito mais contra um adversário muito frágil.


Leandro Desábato – fez muito boa proteção à frente da zaga, não dando muitas chances para os avanços do tricolor suburbano. Foi apenas discreto quando tentou ajudar na criação.


Andrey – vinha fazendo uma partida regular, discreta demais diante do pouco trabalho que o Madureira deu. Mas compensou na jogada do terceiro gol, quando roubou a bola e deu bom passe para Rildo marcar.


Evander – o melhor em campo, criou boas jogadas e apareceu na frente para concluir várias vezes, marcando seu gol numa delas (com decisiva contribuição do goleiro, é verdade).


Paulinho – bem melhor que nas últimas partidas, mostrou empenho e sempre foi uma boa opção para o ataque. Mas perdeu a chance de, contra uma defesa fraca, se consagrar: errou muitas vezes o último passe e perdeu pelo menos duas chances claras para marcar.


Rildo – puxou diversos ataques pelos lados do campo com sua velocidade e mostrou precisão no arremate ao marcar um belo gol. Caio Monteiro entrou em seu lugar e teve uma boa chance em chute forte defendido pelo goleiro tricolor.


Andrés Rios – se empenhou como sempre e tentou alguns lances interessantes, mas sua técnica não acompanha a visão de jogo que parece ter: Rios até enxerga bem o que deve fazer para surpreender a defesa adversária, mas não consegue executar as jogadas com precisão. Pelo menos marcou o dele (de pênalti) e iniciou a jogada do gol do Evander fazendo o pivô. Deu lugar ao Paulo Vítor, que tirando sua correria, só apareceu tentando dar uma lambreta desnecessária e tomou um esporro do Zé Ricardo.