Quem explica a eliminação do Vasco?

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Rios foi quem mais deu trabalho ao adversário, mas nem de perto o bastante para mudar o cenário do jogo


Pode-se falar – e não completamente sem justiça – que o primeiro gol do Cruzeiro, em claríssimo impedimento quando o Vasco era melhor em campo, foi responsável por desestabilizar o time o que levou à derrota por 4 a 0 e à precoce eliminação vascaína da Libertadores.


Esse argumento é parcialmente justo, mas não explica tudo. Não explica, por exemplo, o Paulão parado na área, olhando Egídio tocar para um Thiago Neves completamente livre de marcação marcar o segundo gol. Nem explica a irritante mania do Martín Silva ficar adiantado, o que facilitou bastante a vida do Sassá ao marcar o terceiro gol. A falha do Werley no quarto gol também não se explica pelo erro da arbitragem (mesmo que a arbitragem tenha errado mais uma vez nesse lance, ignorando o empurrão que o Sassá deu no zagueiro vascaíno).


Os erros do juiz tampouco explicam o “planejamento” do Vasco para uma competição complicada como a Libertadores. Independente da penúria do clube, das contusões, suspensões e vendas de jogadores, é inaceitável o treinador não ter um meio de campo para substituir o Evander, depois de ter amarelado se contundido. Riascos não pode ser uma opção para mudar a cara de nenhuma partida. Mas igualmente não explica algumas insistências do Zé Ricardo, como o Wellington – que mais uma vez perdeu uma bola que acabou nas nossas redes, no lance do segundo gol – ou o Paulão.


Não se pode cobrar do Sr. Anderson Daronco a eliminação da Libertadores com três goleadas sofridas, inclusive em casa. Quem deve ser cobrado e deve dar explicações sobre esse fiasco não está no campo, nem no banco de reservas, nem nas arquibancadas (que também foi palco de um vexame inexplicável). A pessoa que precisa aparecer para justificar essa participação vergonhosa na competição estava no estádio, numa sala climatizada. E aparentando uma tranquilidade que só os que não têm noção da realidade ou os indiferentes podem ter.


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Galhardo foi um dos poucos a escapar da mediocridade geral do Vasco na noite de ontem


As atuações…


Martín Silva – o chute do Sassá foi muito bom, mas nosso goleiro estava mais uma vez adiantado no lance.


Yago Pikachu – foi a vez de Pokémon deixar sua lateral aberta: no primeiro tempo o Cruzeiro deitou e rolou pela esquerda do seu ataque e marcou os três gols por ali. Pra piorar, Yago foi tão ineficiente no apoio como foi na defesa.


Paulão - ficou olhando a subida do Egídio no lance do segundo gol, nem dando o combate e ignorando solenemente a presença do Thiago Neves sozinho na área.


Werley – foi empurrado no lance do quarto gol, mas deveria ter jogado a bola pra fora quando teve chance. No segundo gol, foi surpreendido pela chegada do Thiago Neves.


Henrique – tirando uma falta cobrada com relativo perigo, não fez nada que mereça destaque. Positivo, pelo menos.


Bruno Silva – errou o bote sobre o Egídio no lance do segundo gol e durante a partida não conseguiu dar a proteção necessária à zaga.


Wellington – mais uma vez perdeu uma bola boba que terminou em gol do adversário. De resto, um feijão com arroz sem tempero, que não fez qualquer diferença para deixar nossa defesa mais segura. Já passou da hora do Zé Ricardo repensar sua titularidade absoluta.


Thiago Galhardo – dos poucos que escaparam do vexame, sempre buscou o jogo e se entrgou ao máximo, até para ajudar na defesa. Criou algumas boas jogadas, mas cansou e deu uma sumida. Kelvin entrou em seu lugar, no seu primeiro jogo depois de 11 meses de inatividade. Não era para se esperar muita coisa do atacante, mas no pouco tempo em que esteve em campo, acertou belo passe para Riasco, deixando o atacante na cara do gol.


Evander – só apareceu quando saiu, ainda no primeiro tempo. Por absoluta falta de opção, Riascos entrou em seu lugar e levou mais uma surra da bola, como de costume. Mas mostrou vontade e até teve uma boa chance, após passe do Kelvin. Mas foi parado pelo goleiro Fábio.


Rildo – corre, corre, corre, mas não produz nada. Machucou - de novo - o ombro e deu lugar ao Paulo Vítor, que não tinha muito o que fazer e acabou fazendo isso mesmo: igualmente nada.


Andrés Rios – entre finalizações bisonhas e alguns lances de perigo, acabou sendo o jogador que mais deu trabalho ao Cruzeiro. É outro que não se omite em momento algum do jogo, o que compensa um pouco sua falta de talento.