A Copa que intere$$a ao Vasco

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Na estreia vascaína pela Copa do Brasil, Kelvin pode voltar a ser titular depois de um ano


Uma das coisas que tornava interessante a Copa do Brasil era era sua imprevisibilidade. Com uma penca de clubes dos quatro cantos do país e um regulamento que até certo ponto colaborava com os times de menor expressão, a competição era a mais democrática disputa ao nível nacional do nosso futebol. A Copa era a única esperança para um time pequeno sonhar em ser campeão nacional e, diferente das divisões inferiores do Brasileirão, ainda faturar uma vaguinha à Libertadores. E isso até chegou a acontecer com os modestos Paulista, Santo André e Criciúma.


Porém, como eu disse, ERA. Apesar de ainda democrática e plural, as mudanças de regra na Copa do Brasil praticamente acabaram com a chance de vermos uma zebra na final. As mudanças na forma de classificação das fases preliminares e, principalmente, a entrada dos clubes participantes da Libertadores já nas oitavas-de-final tornaram as coisas muito mais complicadas para times com menor investimento. Claro que ainda rolam as surpresas – como aconteceu com o Flu e o Bota esse ano – mas basicamente, tudo o que um clube pequeno pode fazer hoje na competição é dar o sangue para chegar entre os 16 melhores para enfrentar, logo de cara, os melhores times do último Brasileiro.


Mas se a Copa do Brasil perdeu um pouco da capacidade de surpreender, ganhou – e muito – em oportunidade de lucro para os clubes. A CBF aumentou consideravelmente a premiação por fase alcançada, fazendo com que seu campeão acabe tendo prêmios maiores até do que o campeão do Campeonato Brasileiro. E na penúria que tem andado, avançar o máximo possível na competição é um dos, se não o maior, objetivo do Vasco, que estreia na Copa contra o Bahia, na Fonte Nova.


Zé Ricardo deve escalar um time bem próximo do que venceu o América-MG no sábado, com exceção dos Galhardos, Rafael e Thiago, que estão fora de combate. Isso é um bom sinal: foi mudando a escalação nas diferentes competições que acabamos com a instabilidade que nos fez virar o saco de gols do grupo 5 na Libertadores. Se essa formação se saiu bem contra o Coelho – que aliás, faz até o momento um Brasileiro melhor que o Bahia – não há razão para mexer em time que está ganhando.


Como não há o gol qualificado nessa disputa, Zé Ricardo deve pedir maior cautela aos seus comandados e se utilizar mais dos contra-ataques. Parece óbvio, mas nem tanto para o Vasco, o time com o maior tempo de posse de bola na série A. Caso mude essa postura, o time precisará de inteligência e precisão para não desperdiçar as chances que surgirem. Conseguindo um bom resultado em Salvador, decidir a vaga no Rio pode ser uma missão menos difícil. E o clube poderá garantir uma graninha extra mais que bem-vinda.


BAHIA X VASCO
Local: Arena Fonte Nova
Horário: 21h45
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse 


Bahia: Douglas, João Pedro (Nino), Everson (Tiago), Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Vinicius e Zé Rafael; Élber e Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira.


Vasco: Martín Silva, Yago Pikachu, Werley, Paulão e Henrique; Wellington , Desábato, Wagner e Kelvin; Caio Monteiro (Bruno Cosendey) e Andrés Ríos. Técnico: Zé Ricardo.