Quando Zé Ricardo inventa, quem sofre é o Vasco

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Sacado ainda no primeiro tempo, saída de Bruno Cosendey foi apenas uma das decisões inexplicáveis do Zé Ricardo


Diferente do que se esperava, Zé Ricardo resolveu mais uma vez mexer em time que está ganhando. Inventando um 3-5-2 com três volantes, zagueiro atuando de lateral e lateral jogando de meia. Aí, pra azar do Zé, o Bahia resolveu tirar o dia pra jogar a 100 km/h.


Resultado? Pressão total dos donos da casa e um Vasco completamente inofensivo.


Pra piorar, mesmo com que mais de 65% da posse de bola fosse do tricolor, o Vasco conseguiu errar o dobro de passes. Ou seja, o primeiro tempo inteiro foi o seguinte: o Bahia atacava, o Vasco tentava se defender, e quando conseguia roubar a bola, devolvia pro adversário. Pra completar o filme de terror, a zaga falhou duas vezes e o Bahia não desperdiçou.


A coisa estava feia e Zé não esperou o intervalo. E o que decide fazer o treinador? Tirou o Cosendey e colocou o Wagner. Ou seja, o garoto que fez a única finalização do time no primeiro tempo pelo veterano combalido e na recuperação do que parece ser um resfriado crônico.


O esquema equivocado? Nenhuma alteração.


Com isso, continuamos tomando pressão e se não fossem uns cortes do Paulão algumas defesas do Martín Silva, acabaríamos o primeiro tempo já virtualmente eliminados da Copa do Brasil. Restava esperar terminar logo a etapa inicial, Zé Ricardo comer todo mundo no esporro e o Vasco finalmente começar a jogar.


O esporro deve até ter rolado. Mas o time voltou o mesmo que terminou o primeiro tempo. E com a mesma atitude, bastaram 4 minutos para o Bahia marcar mais um.


O time continuou perdido em campo, o Bahia seguiu dominando. Só aos 28 minutos Zé Ricardo resolveu abandonar o 3-5-2. Mas aí já era tarde. O Vasco passou a ter mais posse de bola, mas não conseguia levar perigo ao gol tricolor. E ainda correu riscos com os contra-ataques. Foi assim até o fim, e podemos dizer que ficou barato o 3 a 0.


Mais uma vez Zé Ricardo inventa e o Vasco mostra uma fragilidade inexplicável mesmo para o limitado elenco que tem. Some isso às convicções equivocadas do treinador (o melhor exemplo? Muda esquema, improvisa-se jogadores, mas o Wellington segue firme e forte como titular) e pronto. A receita para o desastre - ou melhor, goleadas – está pronta.


Reverter esse resultado em São Januário será muito complicado. A sorte, se é que podemos falar de sorte depois desse jogo, é que a partida de volta será apenas depois da Copa do Mundo. Até lá, Breno, Ramon e Geovanni Augusto deverão ter condições de jogo. E com mais opções no banco, quem sabe, Zé Ricardo pare de achar que precisa inventar o tempo todo. Principalmente quando o time jogou bem na partida anterior.


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A titularidade perene do volante Wellington: um mistério compreensível apenas para o treinador do Vasco


As atuações...


 – sem culpa nos gols (quase evitou o primeiro), ainda evitou uma derrota pior com boas defesas.


Werley – completamente perdido na função que lhe destinaram, não conseguiu ser eficiente na defesa e, como não poderia deixar de ser, foi uma nulidade ofensivamente. Foi um dos que ficou plantado no chão no primeiro gol do Bahia. Deu lugar ao Kelvin, que até tentou levar o time ao ataque, mas não conseguiu ser efetivo. Perdeu uma boa chance no fim do jogo, acertando um chute no travessão.


Paulão – cochilou no segundo gol, mas evitou outros dois cortando bolas que tinham destino certo.


Erazo – na sua última partida, ficou chateado quando foi substituído. Voltar ao time como titular foi sua chance de retribuir, irritando toda a torcida.


Henrique – outra atuação terrível: sua lateral foi uma eterna avenida e não acertou nada no apoio. A volta do Ramon ao time parece ser cada vez mais necessária.


Desábato – foi mal hoje, sendo facilmente envolvido pelo toque de bola do Bahia.


Wellington – se eu não sei nem o que o cara ainda está fazendo no Vasco, como saber o que ele fez em campo?


Bruno Cosendey – estava na média do time, ou seja, jogando mal. Mas era um dos poucos que não mereciam ser sacados do time, menos ainda no primeiro tempo. Deu lugar ao Wagner, que além de correr menos que o Cosendey, não resolveu nada.


Yago Pikachu – jogando avançado, não conseguiu criar muita coisa. Na única chance que teria para fazer a diferença, foi prejudicado por uma marcação equivocada de impedimento.


Caio Monteiro – acompanhar o lateral adversário não é a do garoto. E com isso, nem impediu os avanços do Bahia pelos lados do campo, nem conseguiu ser tão efetivo no ataque como poderia ser. Mal encostou na bola no segundo tempo e deu lugar ao Andrey, que até tentou fazer algumas tabelas e triangulações no ataque, mas igualmente não conseguiu ameaçar o adversário.


Andrés Rios – se entregou muito, seja no ataque, seja ajudando a defesa. Mas não conseguiu criar nenhum lance de perigo.