Vasco foi uma mãe para o Vitória

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Pikachu marca, de pênalti, seu gol. Não foi o bastante para evitar a derrota


Esse 3 a 2 do Vitória sobre o Vasco deve servir como “prova” para o monte de torcedores que defendem a tese de que, não apenas o trabalho do Zé Ricardo merece críticas, mas que o treinador já deu o que tinha que dar e deveria ser demitido.


Já para os que procuram analisar a situação de forma mais ampla, a derrota de hoje deixou ainda mais claro alguns pontos. Um deles é que, mesmo que não se possa tirar a parcela de culpa que o Zé tenha pela fase ruim do time – como com qualquer técnico tem em momentos como esse – é impossível não ver o peso dos erros individuais nos resultados ruins que o Vasco tem tido. Sofrer três gols pode ser uma mostra da fragilidade defensiva, mas quando sofremos um gol num recuo equivocado, outro com uma bola desviada que engana o goleiro e outro gol contra, como responsabilizar o treinador pelo resultado?


Outro ponto, intimamente ligado ao primeiro, é o escasso elenco que temos. Justamente nessa partida, Zé Ricardo resolveu atender um pedido antigo da torcida e tirou o Wellington do time. Paulão, outro jogador desprestigiado pelos vascaínos, também saiu. Alguns garotos, como Caio Monteiro e Bruno Cosendey têm tido mais chances. Breno e Kelvin voltaram de contusão e jogaram. Ou seja, vários “pedidos” da torcida foram atendidos, Zé Ricardo mudou o time e isso não foi o bastante contra o rubro-negro baiano.


Zé Ricardo não faz um trabalho isento de críticas, é claro. Mas depois de uma partida como a de hoje, as perguntas que ficam é: qual treinador conseguiria fazer esse elenco render mais? E que trabalho nosso treinador poderia fazer para evitar que seu time fosse uma mãe para o Vitória e entregasse três gols ao adversário?


Antes de pedirem a cabeça do Zé Ricardo, seria bom que essas perguntas fossem respondidas por quem deseja o treinador fora do Vasco.



As atuações...


Martín Silva – sem culpa nos gols, quase não teve trabalho durante o jogo.


Rafael Galhardo – no apoio, errou todos os cruzamentos e perdeu um gol feito, chutando fraco na cara do goleiro. Na defesa não vinha comprometendo, até o lance do segundo gol, quando não foi visto no contra-ataque do Vitória que começou na sua lateral.


Breno – pra quem estava tanto tempo inativo, não foi tão mal. Mas sentiu a falta de ritmo e teve problemas com o ataque adversário.


Werley – o que falar da atuação de um zagueiro que faz um gol contra como o que ele fez, e que ainda definiu a derrota?


Henrique – se não foi uma atuação tão terrível quanto as últimas, também esteve longe de poder ser chamada de útil. Se saiu melhor defensivamente que no apoio.


Desábato – mais uma partida pra esquecer: entregou o primeiro gol em um recuo pra lá de equivocado e impediu que Martín Silva defendesse o segundo ao tentar cortar o chute e apenas desviá-lo.


Bruno Silva – um feijão com arroz sem muito tempero, fazendo o mínimo para não ser detonado. Mas pelo menos fez o simples, diferente do Wellington, que tinha ataques de craque e tentava dribles que sempre redundavam em contra-ataques. Bruno Cosendey entrou em seu lugar quando o Zé se tocou que o time precisava de mais qualidade no meio de campo. Ele buscou mais o jogo que o Bruno e tendo mais visão de jogo, foi mais útil no início das jogadas.


Yago Pikachu – um dos melhores do time, mostrou boa movimentação e criou algumas boas jogadas. Marcou o seu de pênalti e quase marcou um golaço de fora de área, que parou nas mãos do goleiro do Vitória, o melhor jogador adversário.


Wagner – discreto, sofrer uma penalidade foi sua maior contribuição na partida. Deu lugar ao Riascos, que pelo menos correu e deu alguma preocupação à defesa adversária. Mas pedir que ele resolva alguma coisa é querer demais.


Caio Monteiro – um pouco melhor que o Wagner, mas assim como o veterano, sofrer um pênalti foi seu ponto alto na partida. Kelvin entrou em seu lugar e foi muito mais efetivo, criando muitas jogadas pela direita do ataque e dando o passe para o gol do Andrés Rios. Em pouco tempo deve se firmar entre os titulares.


Andrés Rios – a luta de sempre foi coroada por um belo gol, que deu uma sobrevida ao Vasco no jogo. Tem mostrado sua importância no limitado elenco que temos.