Paz ou crise: clássico pode definir o clima no Vasco

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Breno, com Desábato ao fundo, no treino: titulares, os dois devem ter trabalho com o ofensivo time rubro-negro


Mesmo sabendo da importância dos clássicos, pela história e rivalidade entre os clubes, não costumo achá-los questão de vida ou morte como a média dos torcedores. Mas isso é uma visão pessoal: sempre acho que, ao considerar um clássico um jogo mais relevante que os demais, acabamos dando moral ao adversário. E não estou aqui pra dar moral para clubes que não sejam o Vasco.


Mas pelo momento que o Vasco atravessa - seja em campo, seja fora dele - é inegável que o clássico de hoje contra o Flamengo tem sim uma relevância maior. É uma partida que pode assegurar momentos de paz na Colina como não vemos há algum tempo ou consolidar de vez uma crise que atinge São Januário como um todo.


Sob o olhar frio dos números, são apenas três pontos, que mesmo importantes, não chegaria a ser uma tragédia perdê-los dentro do contexto do Brasileiro. Mas depois da sequência de atuações ruins do time, uma derrota para o rival aumentará a pressão sobre o Zé Ricardo, que apesar de ainda ter o respaldo da diretoria, já vê seu trabalho intensamente questionado pela torcida.


Por outro lado, vencer o “mega-ultra-giga estrelado” time da Gávea (muita atenção às aspas), favorito inconteste de todos os campeonatos de futebol desse e de outros universos, servirá para nos colocar mais perto do topo da tabela e, tão importante quanto, trará alguns dias de paz para o elenco e seu treinador.


Mas é claro que não será fácil. O Rubro-negro tem um elenco mais ajustado e com mais opções que o nosso e vem motivado pelo evento raríssimo de conseguir passar pela fase de grupos da Libertadores. E, além da superioridade técnica, o time do Zé Ricardo precisará também mostrar que é capaz de superar suas próprias limitações, tão evidenciadas nas últimas partidas.


E quando falamos em limitações, é claro que pensamos imediatamente na parte defensiva. Breno, que voltou na última partida, com mais ritmo de jogo, pode ser importante. Por outro lado, também teremos a volta do Wellington, que se estiver naqueles dias de desatenção total, será menos um em campo. Mas o Wellington é aquele tipo de problema que já contamos... O que não pode acontecer de novo é ver jogadores que confiamos vacilarem tanto (como o Desábato vem vacilando ultimamente, por exemplo). Não podemos deixar de contar com os jogadores que podem efetivamente ajudar o time, já que os que atrapalham estão em grande quantidade entre os titulares.


Sem jogos no meio da semana – ao contrário do nosso adversário, que jogou na quarta-feira – o Vasco precisará compensar sua falta de técnica com atenção e entrega dobradas. Sabemos que só disposição é pouco para vencer jogos, mas em um clássico, a raça é um elemento que conta dobrado. Nossos jogadores precisam entrar em campo com isso em mente, sabendo que cada bola disputada pode significar um pouco de tranquilidade para o conturbado momento vascaíno. Se o Rubro-negro entrar em campo contando que seu “favoritismo” será o bastante para conseguir a vitória, a vontade – e porque não dizer, a necessidade - de vencer tem que estar do nosso lado durante os 90 minutos.


FLAMENGO X VASCO


Local: Arena Maracanã


Horário: 19h(de Brasília)


Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)


Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)


FLAMENGO: Diego Alves, Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Gustavo Cuellar, Lucas Paquetá, Diego, Everton Ribeiro e Vinicius Júnior; Henrique Dourado, Técnico: Maurício Barbieri.


VASCO: Marín Silva, Rafael Galhardo, Breno, Werley e Henrique; Leandro Desábato, Wellington, Wágner (Thiago Galhardo) e Yago Pikachu; Caio Monteiro e Andrés Ríos. Técnico: Zé Ricardo.