Clássico com um 'Vasco possível' fica no empate após erro da arbitragem

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Um dos melhores do lado vascaíno, Wagner garantiu o empate contra o Flamengo marcando de cabeça


Diante do amplo favoritismo dado ao Flamengo no clássico contra o Vasco, esse placar de 1 a 1 (com o gol rubro-negro surgido em jogada irregular) deve ter sido uma decepção para muita gente. Foi também para o torcedor vascaíno, que pôde perceber que se o seu time tivesse um pouquinho mais de qualidade, poderia ver o esforçado elenco vascaíno ter sido recompensado com a vitória.


Com uma atuação, digamos, mais modesta – ou mais adequada às suas limitações – o Vasco não fez tanta questão de manter a posse de bola e preferiu esperar os erros do adversário para atacar. Como resultado, ficamos apenas 37% do tempo com a bola, mas finalizamos quase duas vezes mais que o adversário. E é nessa hora que vemos que, com um pouco mais de talento, poderíamos ter vencido a partida.


Reprodução ESPN
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Na origem do gol rubro-negro, impedimento claro e não marcado: mais uma vez o Vasco sofre com os erros de arbitragem


A estratégia do Zé funcionou melhor no primeiro tempo, quando o Vasco conseguiu mais vezes recuperar a bola em seu campo e partir em velocidade para o ataque e contou com boas trocas de passes entre Wagner, Thiago Galhardo e Pikachu. Ainda assim, sofremos o gol nessa etapa - em um lance iniciado em impedimento - mas o time soube manter a calma e empatou em seguida. No segundo tempo, a equipe não conseguiu manter o ritmo e chegou a ser pressionada. Mas, surpreendentemente, nossa defesa foi firme e conseguiu segurar, sem muitos problemas até, o ímpeto do adversário. Zé Ricardo foi obrigado a fazer alterações no time por conta do cansaço e chegamos inclusive a passar um pouco mais de tempo com a bola. Mas, com as saídas do Wagner e do Thiago Galhardo, não chegamos a criar muitas chances reais de gol.


Não foi um bom Vasco que vimos em campo, mas diante da situação pela qual passa o clube, foi o Vasco possível. Um time que, pelo menos nesse clássico, soube atuar dentro das suas limitações, jogando com mais organização defensiva. Enquanto Zé Ricardo não dispor de mais recursos no elenco, essa é uma postura que devemos ter nesse Brasileiro.



 As atuações...


Martín Silva – o lance do gol rubro-negro ter sido irregular não serve como desculpa para mais uma falha do goleiro vascaíno, que rebateu para frente de área um chute não tão complicado. A boa defesa que fez em lance nos acréscimos tão pouco serve para apagar o erro do primeiro tempo.


Rafael Galhardo – não se pode esperar muito do lateral e por isso mesmo não chegou a comprometer. Deu umas vaciladas na defesa, principalmente no segundo tempo, mas os lances não tiveram maior consequência. No apoio não foi muito presente.


Breno – vinha fazendo uma partida boa, sobressaindo-se no combate e nas bolas alçadas à área. Mas manchou sua atuação mostrando um total destempero em um lance no qual sequer participou, quase chegando às vias de fato com o zagueiro Rhodolfo e ser expulso.


Werley – também jogou com atenção e conseguiu fazer seu trabalho sem maiores problemas. Se não aparecer algum zagueiro melhor – o que não deve acontecer – deve se garantir como titular ao lado do Breno.


Henrique – mais presente no apoio que o Rafael Galhardo, mas deu alguns espaços para as subidas do adversário.


Desábato – mais atento que nos últimos jogos, foi bem no combate e fechando os espaços pelo meio.


Bruno Silva – joga mais sério que o Wellington, mas erra um monte de passes, em algumas oportunidades, iniciando contra-ataques perigosos para o Flamengo. Vamos ver quanto tempo o Zé vai insistir com o jogador e deixar o Cosendey no banco.


Thiago Galhardo – dessa vez fez uma boa partida iniciando o jogo, mostrando boa movimentação e a disposição de sempre. Deu bons passes, arriscou finalizações e também ajudou a fechar o meio de campo quando necessário. Sentiu e deu lugar ao Evander, que mesmo em um clássico pegado como o de ontem, mais uma vez foi a discrição em pessoa.


Yago Pikachu – desta vez jogando pela esquerda, usou sua velocidade e foi uma boa opção ofensiva para o time. Responsável pelas cobranças de escanteio, acertou o cruzamento para o gol do Wagner.


Wágner – vindo de trás para iniciar as jogadas, foi quem mais deu passes certos no time enquanto esteve em campo. Mostrou bom posicionamento no lance do gol, marcado em um belo mergulho para cabecear para as redes. Cansou e deu lugar ao Kelvin, que deveria ter dado maior amplitude ao jogo do Vasco, mas não conseguiu aproveitar sua velocidade para puxar contragolpes.


Andrés Ríos – lutou muito como de costume, mas não conseguiu levar tanto perigo ao gol rubro-negro. Em compensação, foi o argentino que desviou o escanteio do Pikachu, possibilitando que o Wagner marcasse nosso gol. Extenuado, acabou sendo substituído pelo Riascos, que mesmo entrando aos 40 minutos do segundo tempo, conseguiu arrumar confusão, ser expulso e, por tabela, provocar a expulsão do Breno.


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E, se sentindo prejudicado, o técnico do Flamengo ainda teve a coragem de reclamar da arbitragem na sua coletiva após o jogo. Tá certo....