Pokémon garante a vitória do Vasco sobre o Paraná

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Choque do trovão: Pikachu mais uma vez garante três pontos para o Vasco


A vitória do Vasco sobre o Paraná por 1 a 0 teve muito mais emoção para a torcida vascaína do que deveria. Isso porque ficou evidente que, se há um time que já está consciente de que está na luta contra o rebaixamento, esse é o tricolor paranaense.


Com a clara estratégia de se segurar ao máximo, torcer para não sofrer um gol e esperar por uma chance de contra-atacar, o Paraná respeitou demais o time do Zé Ricardo. Com uma escalação inédita, um monte de jogadores que nunca atuaram juntos e garotos recém-subidos da base, o Vasco conseguiu ficar mais de 2/3 do tempo com a posse de bola, mesmo com a clara falta de entrosamento. Mas foi uma retenção de bola infrutífera, que não rendeu qualquer chance de gol, exceto a do próprio gol vascaíno, mais uma vez com Pikachu, após um belo passe do volante Andrey. E isso apenas aos 43 minutos da primeira etapa.


Na volta do intervalo e já no prejuízo, o Paraná voltou com uma postura um pouco mais agressiva. E ficou claro que, se tivesse atuado assim desde o começo, teria nos trazido mais problemas. Ainda dominávamos a partida, mas nosso adversário passou a dar mais trabalho, principalmente depois que Zé Ricardo optou por colocar Giovanni Augusto no lugar do Bruno Cosendey, que saiu contundido. Assim como no jogo contra o Bahia, nosso meio de campo perdeu em poder de marcação e o Paraná passou a encontrar mais espaços.


Por outro lado, com o time paranaense atacando mais, também encontramos mais espaços. Mas aí esbarramos na impressionante capacidade de perder gols que nossos atacantes possuem. Riascos, Rios, Geovanni Augusto (que perdeu um pênalti) e até Pikachu desperdiçaram chances que tornariam nossa vitória bem menos complicada.


Os três pontos foram importantíssimos e até podemos dar um desconto pela atuação capenga ao time montado na base do “não tem tu, vai tu mesmo”. Mas é preciso ter a consciência que, tendo o elenco todo à sua disposição, Zé Ricardo precisará fazer com que sua equipe renda muito mais do que vimos ontem para não ter a mesma missão que o Paraná: apenas fugir do rebaixamento.


É isso ou depender que o raio – ou como ontem, o choque do trovão do Pikachu – caia não apenas duas, mas várias vezes no mesmo lugar.



As atuações...


Fernando Miguel – teve uma atuação bastante segura e fez boas defesas. Em algumas, dada a fase do nosso goleiro titular, poderiam acabar em gol.


Luiz Gustavo – vinha fazendo um feijão com arroz sem muito tempero, mas também sem comprometer, até fazer um recuo irresponsável e quase dar o empate ao Paraná.


Werley – sem muito trabalho com o ataque paranista, chegou a ser visto iniciando jogadas no campo adversário.


Ricardo – no nível do companheiro de zaga, em alguns momentos escolheu exibir suas habilidades de drible em locais meio arriscados. Mas ter terminado o jogo sem o time sofrer gol já é um grande mérito para a dupla.


Henrique – se não comprometeu, não chegou a fazer diferença. Com a volta iminente do Ramon, poderia ser esforçar para acertar mais os cruzamentos que tenta.


Bruno Consendey – perdeu a chance de mostrar serviço começando como titular contra um adversário que na maioria do tempo só pensou em se defender. Foi muito discreto quando poderia ajudar mais na criação. Sentiu câimbras e foi substituído por Giovanni Augusto, que até deu um gás extra ao time, mas colocou sua atuação a perder quando pediu para cobrar o pênalti e desperdiçou a cobrança.


Andrey – acabou sendo mais atuante que o Cosendey, ajudando a melhorar a saída de bola do time (mesmo que algumas vezes tenha acreditado demais em sua habilidade e arriscado sair driblando com mais de um adversário na marcação). Metade do gol do Vasco pode ser creditado ao garoto, que acertou o belo passe para o Pikachu.


Caio Monteiro – mais uma vez foi uma peça nula no ataque. Mesmo não fazendo nada, resistiu em campo até o fim do jogo, quando deu lugar ao Moresche, que conseguiu se sair pior que o Caio: ficou menos de cinco minutos em campo antes de ser expulso.


Yago Pikachu – ainda em ótima fase, o Pokémon vascaíno mais uma vez resolveu a parada. Mostrou bom posicionamento, explosão e categoria no gol que marcou. Ainda teve uma outra chance excelente no segundo tempo, mas preferiu passar a bola ao invés de finalizar.


Andrés Ríos – sempre dá a impressão de que sua visão de jogo é maior que a sua qualidade com a bola nos pés. Por isso, pensa bem os lances, mas na hora de executar a jogada, erra na maioria das vezes. Mas é um dos exemplos de combatividade e entrega no time, não desistindo nunca das jogadas (como no lance do pênalti sofrido pelo argentino).


Riascos – alternou momentos de muita habilidade com lances grotescos, infelizmente numa proporção 90/10 para o segundo caso. O empenho que ele sempre mostra em campo poderia até ser menor se ele fosse um pouquinho menos perna-de-pau. Deu lugar ao Ramon, que tem na sua longa inatividade uma boa justificativa para sua participação discreta.