Derrota para o Inter mostra quanto o Vasco precisa da parada para a Copa

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Andrey marcou mais um belo gol em chute de fora da área, mas não foi o bastante para evitar a derrota vascaína no Beira-Rio


Em condições normais, uma derrota para o Internacional no Beira-Rio não pode ser considerado algo extraordinário, seja qual for o adversário do Colorado. É por isso que problema não foi o 3 a 1 imposto ao Vasco por nossos anfitriões. A questão foi a forma como o Vasco perdeu o jogo para o Inter.


O problema é ver o Vasco entrar em campo em ponto morto enquanto o adversário está em quinta. A passividade com que a equipe do Jorginho aceitou ser dominada pelo seu oponente não tem justificativa. E o que mais incomoda é que o Inter impôs seu jogo muito mais na vontade, já que nem parece ter essas táticas todas que andam tão em moda no futebol moderno. Os caras correram, marcaram, fizeram uma penca de lançamentos e isso bastou.


Dos 90 minutos entre o apito inicial e o final, se o Vasco EFETIVAMENTE jogou uns 20 foi muito. Entre os 15 e 35 minutos do segundo tempo, o time ao menos correu e tentou fazer uma graça contra o Inter, conseguindo até diminuir a diferença no placar com mais um gol de Andrey. Fora esse tempo, fomos um time completamente inofensivo no ataque, manso na marcação e com uma defesa...bem, a defesa do Vasco mereceria um capítulo à parte, já que mesmo que tivéssemos feito uma partidaça, era capaz de seremos derrotados pelos constantes erros do setor.


Jorginho ainda tem como desculpa o fato de não ter tido tempo para fazer modificações no time. E se tem uma coisa que esse elenco realmente precisa é de tempo: para treinar, buscar entrosamento (ontem foram CINQUENTA E CINCO PASSES ERRADOS. E isso porque o Vasco teve apenas 43% de posse de bola!), melhorar o condicionamento físico e, principalmente, esperar que o sempre lotado departamento médico esvazie. Isso porque me parece mais fácil o Vasco subir um pouco de produção com as voltas do Breno, Werley, Kelvin e Wagner (além de Martin Silva, com a seleção uruguaia) que com os revolucionários trabalhos do nosso treinador.


Chegamos à pausa para a Copa no meio da tabela. Cabe a Jorginho e seus comandados aproveitarem esse tempo para que, na volta do Brasileirão, o Vasco faça sua campanha pensando na parte de cima da tabela e não preocupado com a parte de baixo.



As atuações…


Fernando Miguel – por mais que o chute tenha sido forte, a bola do primeiro gol era completamente defensável. Nos outros gols estava vendido e ainda fez uma ou duas boas defesas. Mas na média, o reserva do Martin não mostrou a segurança de outras partidas.


Luiz Gustavo – sofreu com o ataque colorado e não pôde fazer nada além de (tentar) ajudar na defesa. Entregou algumas bolas bobas que poderiam ter resultado em gol do adversário. Ficou olhando o volante Patrick chutar a bola no segundo gol do Inter sem esboçar reação.


Miranda – vacilou no lance do primeiro gol e na posição em que joga, é impossível não ter parcela de culpa nos dois gols de cabeça que sofremos. Mas diante das circunstâncias – a estreia de um garoto da base como titular entre os profissionais, num setor crítico do time – até que não foi mal. Fazendo o simples, mostrou velocidade e bom posicionamento na maioria dos lances.


Erazo – já o veterano zagueiro, sem a idade como justificativa, teve apenas outra atuação ruim. Foi ultrapassado pelo atacante colorado como se fosse uma tartaruga reumática no lance do primeiro gol e nos outros dois ficou plantado no chão apenas observando a bola chegar pelo alto.


Henrique – também sofreu com a movimentação ofensiva do Inter e passou a ter algum destaque com a entrada do Ramon, quando passou a jogar mais como um ala/ponta. Mas seus esforços no apoio não chegaram a ser grande coisa.


Desábato – colocado na roda pelo Internacional, mostrou mais uma vez que um período no banco não lhe faria tão mal. Além disso, cometeu erros de passe em profusão.


Andrey – nem vinha fazendo uma boa partida, também errando muitos passes e não conseguindo ser eficiente no combate. Mas ainda assim terminou como o jogador vascaíno que mais finalizou e ainda marcou seu terceiro gol em três jogos.


Bruno Cosendey – uma nulidade em campo: fraco na marcação e inútil na criação. Deu lugar ao Ramon, que pelo menos ajudou o time a ter mais volume de jogo pela esquerda, liberando o Henrique para atacar.


Yago Pikachu – bem marcado, não conseguiu repetir as atuações anteriores. Ainda assim conseguiu aparecer duas vezes em infiltrações de surpresa na área e quase marcou um belo gol em chute de fora da área.


Giovanni Augusto – se esforçou, mas muitas vezes pecou pelo individualismo, perdendo bolas ao prendê-la demais ou demorando a fazer o passe, ajudando a marcação adversária. Deu lugar ao Evander, que com seu futebol anêmico, só tentou levar o time à frente, sem muito sucesso.


Andrés Rios – pelo desinteresse da diretoria em renovar seu contrato, deve ter feito sua última partida pelo Vasco. E, mais uma vez, o que se viu foi um atacante isolado no meio dos zagueiros adversários sem poder fazer muita coisa além de lutar o tempo todo. Caio Monteiro entrou em seu lugar e a única coisa digna de nota que fez foi perder um gol na cara do goleiro.