Vasco perde para ele mesmo no Morumbi

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Pikachu - sempre ele - marca, mas não foi o bastante para evitar a derrota para o São Paulo


Uma coisa que desespera qualquer um como torcedor de futebol é ver que não adianta seu time jogar bem para vencer. E foi isso que o vascaíno viu na derrota do Vasco para o São Paulo por 2 a 1, no Morumbi: a equipe do Jorginho fez um jogo parelho na maioria do tempo, chegou inclusive a ser melhor por alguns momentos, mas isso não foi o bastante.


E realmente é complicado vencer quando as falhas individuais são sempre decisivas para o adversário. Pegando a partida de hoje como exemplo: não há estratégia de jogo que sobreviva a uma falha bisonha de um zagueiro antes dos dois minutos de bola rolando. Sofrer um gol tão cedo não apenas desmonta o que foi planejado, mas também abala a confiança de qualquer equipe.


Ainda assim, o Vasco não chegou a ter uma atuação desastrosa mesmo estando atrás do placar tão rapidamente. O São Paulo parecia satisfeito com o placar e apenas esperava o Vasco avançar para tentar os contra-ataques. Não conseguiu fazer muita coisa desse jeito, mas nós também não chegamos a levar muito perigo ao goleiro Sidão.


Mas se no primeiro tempo nenhum dos times praticou o que se chama de bom futebol, a etapa final foi bem melhor. O Vasco voltou melhor e buscou o empate desde o começo, o que conseguiu logo aos 10 minutos, como sempre, com Pikachu marcando. Vendo a liderança escapando pelas suas mãos, o São Paulo passou a atacar mais e o jogo ficou franco. Os times alternavam bons momentos e as chances começaram a aparecer. O jogo estava em aberto e qualquer equipe poderia sair vencedora.


Foi assim até os 36 minutos, quando, mais uma vez, uma falha individual pôs tudo a perder: Luiz Gustavo não afasta uma bola e perde a disputa para Everton, que cruza para cabeçada de Trellez. Uma ducha de água fria no time, que não teve forças para buscar outra reação.


Jorginho diz ter ficado feliz com a atuação do time e até dá pra compreender seu ponto de vista, pela forma que o Vasco se portou na partida. Mas enquanto falhas individuais nos levarem às derrotas, podemos jogar bem sempre e continuaremos correndo risco de derrotas. Por pior que seja o trabalho do treinador, ele não pode fazer ninguém aprender a jogar futebol. Reforços estão chegando, o time pode melhorar, mas ainda faltam peças importantes. Aí cabe a diretoria ter inteligência para encontrar nomes viáveis e que resolvam este problema.



 As atuações


Martín Silva – não chegou a ter muito trabalho durante o jogo. No segundo gol, teria mais chances de defender a bola se não tivesse – mais uma vez – feito uma saída desnecessária do gol.


Luiz Gustavo – vinha tendo uma atuação segura, até vacilar no lance do segundo gol do time paulista. Deu lugar ao Rafael Galhardo, que não teve tempo para fazer muita coisa.


Henríquez – outro que vinha tendo uma boa atuação até o segundo gol: era ele quem deveria dar combate ao atacante sãopaulino, e não deixá-lo cabecear para o gol.


Ricardo – uma falha capital em menos de dois minutos de jogo, dando o gol para o São Paulo e atrapalhando qualquer estratégia que o time pudesse ter.


Ramon – ainda não parece estar 100% com ritmo de jogo. Com isso, até consegue se sair bem defensivamente, mas aparece muito pouco no apoio.


Desábato – se limita a marcar e não chegou a comprometer.


Andrey – ajudou nas saídas de bola e ocupou bem os espaços defensivamente. Apareceu na frente quando pode e chegou a finalizar duas vezes com relativo perigo.


Yago Pikachu – não vinha se criando contra os marcadores tricolores, sendo bastante discreto no primeiro tempo. No segundo, melhorou e precisou de 10 minutos para confirmar mais uma vez a boa fase, marcando o gol vascaíno. No fim do jogo deu lugar ao Caio Monteiro, que nem foi citado na narração da partida.


Giovanni Augusto – boa partida do meia, organizando o time ofensivamente, dando bons passes – foi dele a assistência para o Pikachu, numa bela bola – e quase marcando um golaço numa jogada individual. Kelvin entrou em seu lugar e, como não poderia deixar de ser, nada fez.


Thiago Galhardo – segue tendo a titularidade como sua kriptonita: basta começar jogando para seu futebol (nem tão grande assim) sumir. Tirando uma ou outra jogada, só perdeu a bola.


Andrés Ríos – dessa vez o argentino não acertou nada. Se foi pouco acionado, boa parte da culpa é dele mesmo, que não conseguiu se livrar da marcação em momento algum.


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