Vasco vence o Bahia, mas não tem motivos para comemorar

Gazeta Press
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O jovem atacante Marrony comemora seu gol, o primeiro como profissional e que garantiu a vitória do Vasco


Com o 2 a 1 sobre o Bahia, o Vasco conseguiu, em uma única partida, encerrar uma série longa sem vitórias e ainda sair do Z4.


Sabem o que isso quer dizer? Nada. Que foi mais ou menos o que o Vasco jogou diante de um adversário que, na melhor das hipóteses, nos acompanhará até a última rodada lutando para permanecer na elite do futebol brasileiro.


Não há qualquer desculpa para o futebol apresentado pelo Vasco nesta triste segunda-feira. Um time que teve diante de si um adversário que entrou em campo com um time misto, que teve uma partida importante na quarta-feira (diferente de nós, que tivemos longos nove dias apenas para treinar) e que, mesmo tendo um jogador expulso ainda no primeiro tempo, bem poderia ter vencido a partida.


Festa por sair do Z4? Fosse esta a última rodada da competição, sim. Faltando ainda 13 jogos pela frente, e com o futebol apresentado ontem, não há nenhum motivo para comemorações. Comemorar o que? A primeira vitória do novo treinador, depois de seis partidas e com uma dificuldade tremenda? Atingir a ridícula marca de pouco mais de 22% de aproveitamento com Valentim no comando do time? Ou a ajudinha que tivemos do Fluminense para sair da zona de rebaixamento?


Fica sim, a preocupação com o trabalho que vem sendo realizado, que na comparação com a rodada anterior – jogando contra um adversário mais forte e fora de casa – mostrou um retrocesso enorme. É torcer que Valentim aproveite melhor os treinamentos e faça sua equipe render mais (de preferência já contra o Santos, que enfrentaremos fora de casa já na próxima quinta). Caso contrário, será muito difícil termos a mesma sorte que tivemos contra o tricolor baiano.



As atuações...


Martín Silva – não tivesse tido sua melhor atuação desde, provavelmente, o jogo contra o Jorge Wilstermann, era bem possível que o Bahia saísse com a vitória. Fez pelo menos três grandes defesas e não podia fazer nada no gol do tricolor. No segundo tempo não chegou a ter muito trabalho.


Lenon – esse “atleta” ser titular do Vasco é a prova cabal da fragilidade extrema do nosso elenco. Não consegue ser minimamente eficiente nem no apoio (onde erra praticamente todos os cruzamentos e últimos passes), nem na defesa. Horrendo. Saiu no intervalo não para a entrada do lateral reserva – até porque, se o Rafael Galhardo é banco pro Lenon, não deveria nem ser jogador de futebol - mas sim do Geovanni Augusto, que mesmo tendo algum traço de habilidade, toma algumas decisões que nos fazem duvidar se ele veio equipado com massa cinzenta. Ainda assim, dada a indigência do time no primeiro tempo, deu uma ligeira melhorada no meio de campo.


Leandro Castán – ainda sem ritmo, se perdeu em vários lances, principalmente quando o Bahia subiu em velocidade. Mostra liderança em campo, mas é muito pouco.


Luiz Gustavo – outro que penou contra o veloz time baiano, fazendo um primeiro tempo pra se esquecer. Na etapa final melhorou, sendo importante cortando vários cruzamentos do adversário. Podia decidir: ou treinar mais os lançamentos que tenta, ou treinar muito para começar a chegar perto de acertá-los.


Ramon – lembrou o Ramon da fase mais irritante de 2008. Errou quase tudo o que se propôs a fazer.


Willian Maranhão – entra em campo pra marcar e espanar as bolas e, diante da quase nenhuma ajuda que teve em boa parte do tempo, até que não foi tão mal.


Yago Pikachu – perdeu uma penca de bolas perigosas por excesso de confiança ou pura pixotada, mas compensou bastante os erros participando dos dois gols do Vasco: marcando o primeiro em cobrança de pênalti com categoria e acertando o cruzamento para o segundo gol.


Thiago Galhardo – depois do que fez hoje, pode-se incluir em seu contrato uma pena de rescisão unilateral caso reclame mais uma vez da reserva. Caminhou em campo na maioria do tempo, sem dar o combate, perdendo bolas ridículas e sendo de uma completa inutilidade na criação. Deu lugar ao garoto Marrony, que depois de quase marcar duas vezes em partidas anteriores, finalmente deixou o seu gol e garantiu a vitória do Vasco.


Fabrício – bem mais discreto do que na partida contra o Flamengo, errou mais que acertou na criação. Ainda assim esteve longe de ser o pior do time. Deu lugar ao Kelvin, que ao menos colocou uma correria pra cima da defesa tricolor e ainda teve participação importante na jogada do segundo gol.


Andrés Rios – brigou muito o jogo todo, mas não conseguiu acertar muita coisa, nem as jogadas de pivô, nas quais até que se sai bem eventualmente. Pelo menos sofreu o pênalti que nos deu o primeiro gol e ainda deixou o Bahia em desvantagem numérica, fato decisivo para a vitória.


Maxi López – dessa vez não conseguiu fazer muita coisa, apesar de não deixar de lutar nem por um minuto. Quase acertou mais uma assistência, mas a finalização da jogada foi bloqueada. Levou mais um amarelo e está fora da próxima partida.