Vasco arranca empate com Santos em jogo de contradições

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Rios volta a ser decisivo e com o gol de empate mostra mais uma vez sua importância na sequência de jogos do Vasco


Grande parte da torcida vascaína deve ter passado por sentimentos contraditórios ao ver o empate com o Santos em 1 a 1, no Pacaembu.


Na primeira etapa, em que sofremos muito e criamos pouco, ficou aquela impressão de que era questão de tempo até sofrermos um gol (o que efetivamente aconteceu perto do intervalo, pra variar). Aí vemos o segundo tempo, a melhora do time e a reação em busca do empate, pensamos: “jogando assim, dá pra escapar”.


Aí analisamos os jogadores, que sabemos serem limitados – até porque passamos boa parte dos 90 minutos xingando a maioria deles – e ficamos imaginando a dificuldade que será o restante do campeonato. Mas quando time começa a acertar mais de três passes em sequência, começa a ameaçar o adversário, vamos ficando otimistas. Até que o Pikachu acerta um belo cruzamento, o segundo em duas partidas, e Andrés Rios, o atacante que amamos odiar, marcar o gol de empate. Pronto...é o bastante para pensarmos que “Série B é o $%#&@!!!”. O que perdura até desperdiçarmos um contragolpe que seria mortal se o imbecil do meia não errasse um passe relativamente fácil.


É natural vivenciarmos, junto com o time, os altos e baixos. Na realidade, podemos tirar os extremos e ficar com a média: temos um elenco fraco, mas um ou outro jogador dá pra livrar a cara. Não será fácil nossa vida até a 38a rodada do Brasileirão, mas não é impossível chegarmos ao fim do campeonato já podendo planejar (decentemente desta vez, espera-se) a Série A de 2019 sem riscos de ataques cardíacos a cada jogo. Mas vá falar pro cérebro, e principalmente pro coração, de um torcedor que o meio termo é o mais provável de acontecer?


E por isso que, para quem não esperava nada além de uma derrota sem maiores humilhações, o pontinho conseguido fora de casa é motivo de festa. Mas aí quando nos pegamos pensando que “o time está bem hoje” e lembramos que o futebol apresentado foi, na melhor das hipóteses, “maioumenos”, pensamos “o que fizeram com meu Vasco????”.



As atuações…


Martín Silva – outra grande partida, mostrando que está recuperando a boa forma. Impediu pelo menos dois gols santistas no primeiro tempo com defesas incríveis e fez pelo menos outra grande defesa no segundo tempo. No gol sofrido, nada podia fazer.


Rafael Galhardo – tirando uma falta cobrada com relativo perigo, só conseguiu mostrar mais uma vez porque é o eterno reserva da posição, mesmo disputando a vaga com o terrível Lenon. Sua saída no intervalo para a entrada do Marrony melhorou muito o time, mais pela sua ausência em campo que pela participação do garoto, que ontem teve uma atuação discreta.


Luiz Gustavo – muito bem nas antecipações, fez uma partida bastante segura, mesmo contra um adversário com três atacantes.


Leandro Castán – no nível do companheiro de zaga, se deu bem no confronto com o Gabigol na maioria dos lances. Mas no lance do gol permitiu a antecipação do jogador santista que colocou a bola nas redes.


Henrique – apenas uma ou outra boa chegada ao ataque, mas dada a fase ruim do Ramon, até que pode ter ganhado pontos com o técnico-galã.


Willian Maranhão – no combate e fechando os espaços fez uma partida correta; já com a bola nos pés, fez de tudo para levar o troféu “entregador de rapadura”. Fez uma assistência incrível para o Gabigol, que só não recebeu em condição de entrar com bola e tudo graças a uma saída mais que providencial do Martin Silva na intermediária do nosso campo.


Andrey – vacilou feio no lance do gol, tomando uma bola nas costas do santista que cabeceou para o centro da área. Pra completar a atuação ruim, foi expulso fazendo uma falta desnecessária no meio de campo.


Bruno Cosendey – aéreo em campo, não ajudou em nada ao time. No gol santista, deu metros de espaço para o jogador que fez o cruzamento que originou o lance. Deu lugar ao Giovanni Augusto que trouxe maior movimentação ao meio de campo. Fez boa assistência para o Pikachu (que quase marcou), mas compensou perdendo um dos gols mais feitos do ano com uma cabeçada completamente sem direção.


Yago Pikachu – pouco produziu no meio, assim como o resto do time no primeiro tempo. Deslocado para a lateral na etapa final, acertou um cruzamento na medida para Rios marcar o gol de empate. Cansou e deu lugar ao Oswaldo Henríquez já no fim do jogo, quando a lógica era segurar o resultado. O zagueiro mal foi citado.


Fabrício – a experiência, que efetivamente funcionou na partida contra o Flamengo, já teve a validade vencida. É o segundo jogo seguido em que o lateral improvisado de camisa 10 não esteve sequer perto de mostrar capacidade para ser o articulador do time. Como levou o terceiro amarelo, pode ser que volte para o ostracismo do elenco já na próxima rodada.


Andrés Rios – ficou ali, isoladão entre os zagueiros santistas, desperdiçou algumas jogadas que poderiam ser produtivas, mas acabou sendo o herói do time ao marcar, de cabeça, o gol de empate. Com toda sua limitação, vem sendo importante nesta sequência do campeonato.