O problema do Vasco não é a 'fase', é a falta de competência

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Maxi López cobra o pênalti e garante o empate em Curitiba: o argentino foi um dos poucos que se salvaram em um jogo muito fraco


Quando a fase não é boa...”, muitos disseram sobre o gol acidental do Paraná sobre o Vasco, no empate em 1 a 1 entre as duas equipes. Não deixa de dar um certo conforto imaginar que parte do problema do time do Alberto Valentim é o azar.


Mas não se enganem, amigos. Como dizem por aí, “a sorte acompanha os competentes”. E se tem uma coisa que esse time do Vasco não é, é competente.


Não que o time tenha criado muito. Mas chegou a ter chances claras, desperdiçadas pela incompetência dos seus jogadores. E, vale lembrar, não criar muitas jogadas e chances de gol também é um reflexo da pouca qualidade técnica dos jogadores.


E não bastasse a noite terrível para quase todos os jogadores, o time em si foi bizarro. Uma bagunça, sem entrosamento, com falhas gritantes de posicionamento. Valentim segue sem conseguir evitar que o time oscile violentamente de um jogo para outro: como foi na razoável partida contra o Fla seguida da muito fraca contra o Bahia, o time não conseguiu chegar perto do que apresentou contra o Santos, um adversário muito mais qualificado.


Quem assistisse ao jogo sem saber a posição dos times na tabela poderia jurar que eram os dois piores times da competição. E, pelo menos nesta noite, é difícil discordar disso. O empate nos tirou do Z4, mas é de se pensar: com esse futebol, por quanto tempo ficaremos fora da zona de rebaixamento?



As atuações…


Martín Silva – não havia o que fazer no gol, mas soltou pelo menos uma bola perigosa que poderia ter acabado em gol do Paraná.


Rafael Galhardo – entra em campo sempre improvisado como jogador de futebol. Nunca deve ter acertado um cruzamento em toda a sua vida. Perdeu um gol feito. Deu lugar ao Kelvin, outro que não consegue justificar seu salário nem que a vaca tussa. Fez duas boas jogadas e conseguiu estragá-las com passes decisivos sem qualquer precisão.


Luiz Gustavo – quando não faz suas pixotadas, se sai bem. Foi preciso em diversos cortes dentro da área e foi bem nas antecipações.


Leandro Castan – não foi a noite do cara: desviou a bola que acabou no nosso gol e ainda foi expulso no começo do segundo tempo, numa jogada em que não conseguiu acompanhar a velocidade do atacante adversário.


Ramon – compensou uma atuação apagadíssima sofrendo o pênalti que garantiu o empate.


Willian Maranhão – só presta mesmo para o combate direto. Ainda assim, falhou muito no posicionamento e volta e meia foi envolvido pelo “habilidoso” meio de campo paranista.


Bruno Cosendey – não bastasse viver perdido em campo, ainda entregou a bola que originou o gol do Paraná. Vamos ver se Valentim continuará dando chances ao garoto. Indo tão mal, acabou dando lugar ao Thiago Galhardo, que não se sabe se entrou pra ser segundo homem do meio de campo ou armador, porque não cumpriu nenhuma das duas funções. Mostrou um desinteresse inaceitável para quem vive reclamando do banco.


Giovanni Augusto – não acertou nada ao longo dos 90 minutos. Aliás, no máximo uns 70, porque depois disso começou a andar em campo e não poderia fazer nada dessa forma.


Yago Pikachu – seja no meio, seja na lateral, fez muito pouco. Ainda pagou o mico de elogiar a atuação do time na entrevista ao sair do campo.


Andrés Ríos – perdeu um gol feito e nada mais de relevante a ser citado. Deu lugar ao zagueiro Oswaldo Henríquez depois da expulsão do Castán. Não comprometeu atrás e quase marcou um gol no fim do jogo, não conseguindo pela total falta de cacoete como artilheiro.


Maxi López – ainda aparenta estar fora de forma, é um dos mais velhos da equipe e ainda assim corre mais que todo mundo. Deu algumas pixotadas, mas mesmo que não tivesse marcado o gol de pênalti, teria sido o melhor do time.