Vasco bagunçado de Valentim arranca empate contra o Botafogo

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Sempre ele: Maxi marca de novo e mais uma vez livra o Vasco de uma derrota


O que não falta ao Vasco são problemas que podem justificar a fase terrível pela qual anda. Instabilidade política, grana curta para pagamentos, dezenas de contusões…. Mas pelo que vimos diante do empate com o Botafogo em 1 a 1, não há justificativa que explique melhor mais uma apresentação abaixo da crítica que as decisões equivocadas do treinador vascaíno.


Mais uma vez Valentim teve vários dias apenas para treinar, mais uma vez encarou um adversário da parte debaixo da tabela (e que, diferente do Vasco, jogou no meio da semana) e mais uma vez não fizemos mais que penar para segurar um empate, diga-se de passagem, sem muito merecimento.


O Vasco foi mais uma vez um time sem compactação, com uma defesa aberta, sem saída de bola, sem ligação entre os setores e sem criação. Tudo que fez, no pouco que criou, foi na base da empolgação, contando com as facilitadas alvinegras. Que, vale dizer, foram em número bem menor que as nossas facilitadas, já que o Zé Ricardo, em um tempo menor, parece fazer um trabalho mais consistente em General Severiano que o técnico-galã na Colina.


O tempo passa, o Vasco não vence e o Valentim segue inventando. Ontem foram quatro laterais em campo (sem conseguir proteger qualquer um dos lados do campo) e nenhum armador. Não apenas insiste com ideias como o Fabrício como camisa 10, como elogia suas atuações, mesmo sendo ridículas. E na coletiva pós-jogo ainda declarou “não faço time defensivo”, deixando claro duas coisas: que ele ainda não compreendeu com clareza as limitações do seu elenco e que lhe falta capacidade para pensar em variações táticas de acordo com essas limitações.


Faltam 10 rodadas, precisamos de pelo menos 14 pontos e, sem ter vencido longe de São Januário, teremos seis das partidas restantes fora de casa. Ou Valentim descobre uma fórmula mágica para sua equipe começar a vencer (e saia dos ridículos 25,9% de aproveitamento) ou ele terá que dar desculpas bem mais convincentes na última rodada do Campeonato.



As atuações


Fernando Miguel – o gol alvinegro saiu em um chute de rara precisão, então não dá pra responsabilizar o goleiro. No mais, fez duas grandes defesas e, tirando alguns lances em que ficou meio vendido, não comprometeu.


Yago Pikachu – um monte de gente pedia a volta do Pokémon para sua posição de origem. Pelo que fez ontem, um desejo inexplicável: não conseguiu dar a proteção necessária à sua lateral, não acertou quase nada no apoio e ainda perdemos o que ele fazia de bom jogando como meia.


Luiz Gustavo – vacilou no lance do gol, saindo da frente da bola na hora do chute e pecou em algumas bolas aéreas, falhando nos cortes. Mas mostrou a disposição de sempre e acabou sendo útil.


Oswaldo Henríquez – uma atuação discreta, sem erros dignos de nota e sem destaques positivos. Apenas correto.


Ramon – segue numa fase bisonha. Sua lateral foi uma avenida para o Botafogo atacar e no apoio ou errou os cruzamentos, ou tomou decisões equivocadas. Saiu no segundo tempo para a entrada do
Marrony, que, segundo o próprio Valentim, entrou para dar profundidade ao time. Não foi feliz nessa função.


Willian Maranhão – vê-lo com a bola nos faz ter muita pena da pobre gorducha, que é constantemente maltratada sob seus pés. Parece ter uma incapacidade crônica em acertar um passe com mais de dois metros. Mas mostrou disposição e não fugiu do jogo, tentando ajudar inclusive na criação de jogadas. Bruno Cosendey entrou em seu lugar no fim, quando o time só tentava desesperadamente segurar o empate. Não pode fazer muita coisa.


Andrey – no primeiro tempo, uma atuação apagadíssima, tendo menos presença ofensiva que o próprio Maranhão. Melhorou um pouco na etapa final, aparecendo mais pro jogo e acertando um chute perigoso.


Fabrício – a mais louca invenção do técnico-galã mais uma vez falhou. Até tentou distribuir as jogadas, mas errou muitos passes. Acabou dando lugar ao Giovanni Augusto, que só conseguiu mesmo irritar a torcida. Parece já entrar cansado em campo, evitando correr atrás da bola se ela passar a mais de 30 centímetros dos seus pés. Se jogasse metade do que pensa que joga, seria o craque do Brasileirão.


Henrique – chega a ser comovente seu esforço, mas não passa disso: alguém que é esforçado, mas não tem a menor condição de fazer a diferença dentro de campo. Foi escalado para fazer jogadas com Ramon pela esquerda, o que não deu certo. Em vários momentos vimos os dois se embolando na mesma faixa de campo sem produzir algo de útil. Ainda assim se saiu um pouco melhor que o Ramon, pelo menos nas suas subidas ao ataque.


Andrés Ríos – outro que não se pode reclamar da entrega. Correu muito, tentou criar jogadas no ataque e até na defesa ajudou. Mas erra muito, principalmente nos passes decisivos.


Maxi López – é impressionante o que tem feito pelo time, principalmente se levarmos em consideração a quantidade irrisória de bolas que recebe. Mais uma vez evitou uma derrota vascaína, marcando o gol do time em um lance no qual mostrou bom posicionamento e uma finalização mortal.