Vasco unido consegue importante vitória sobre o Cruzeiro

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Maxi faz golaço, garante a vitória e mostra que até na comemoração pode se ter raça


Ainda não foi uma atuação que possa deixar o torcedor tranquilo ou empolgado em demasia, mas a vitória do Vasco sobre o Cruzeiro por 2 a 0 deu indicações de algo de muito importante para esse momento: o grupo está fechado.


Vemos isso na disposição dos jogadores, que parecem compreender que na falta de técnica, é preciso ter garra, e isso não faltou em campo. O pedido do time para que Valentim mantivesse o Fabrício em campo depois do intervalo, mesmo que a torcida tivesse pegado no pé do jogador e pedisse insistentemente para que o mesmo fosse substituído, também é um sinal evidente de uma união entre os jogadores.


Claro que o fechamento do elenco não é o bastante. O Vasco ainda mostra muitas limitações – defensivas e na criação – e não podemos esquecer que a Raposa veio com um time misto e, sejamos realistas, com a cabeça em outra competição. Ainda assim, é preciso ser muito do contra para não ver uma pequena evolução no time, mesmo com as milhares de invenções mirabolantes do técnico-galã. Apenas três times na competição sustentam atualmente uma invencibilidade de seis ou mais partidas, e os outros dois são os que têm os elencos mais caros da competição. Para uma equipe que precisa pontuar todo jogo, esse é um fator que precisa ser levado em consideração.


Agora, imaginem se o Valentim puder contar com os 459 jogadores lesionados e consegue dar algum padrão à sua equipe? Aí é só mandar a bola pro Maxi que o gringo resolve as coisas lá na frente. Sigamos na torcida!


As atuações...


Fernando Miguel – as vezes conta apenas com a sorte quando a zaga dá suas vaciladas (como em uma cabeçada de um jogador do Cruzeiro na qual a bola pareceu ter sido tirada da direção do gol com o olhar do goleiro), mas não compromete. Mostrou segurança nas saídas do gol.


Luiz Gustavo – improvisado na lateral parece desaprender tudo o que faz como zagueiro na hora de marcar. Tomou vários bailes dos jogadores do Cruzeiro pelo seu lado do campo. No apoio quase não apareceu.


Werley – uma partida segura, se saindo bem na maioria das disputas diretas com os adversários.


Leandro Castán – também teve uma boa atuação, mostrando precisão nas antecipações e bloqueando alguns arremates do adversário. Sentiu dores e deu lugar ao Henríquez, que também não comprometeu.


Ramon – presença constante no apoio, seria mais útil se voltasse a acertar os cruzamentos. Não foi o caso ontem. E ainda teve uma chance claríssima de gol no fim da partida, mas desperdiçou cabeceando em cima do goleiro.


Bruno Cosendey – até que não foi mal na proteção à zaga e fechando os espaços no meio de campo. Mas com a bola nos pés é um desastre.


Bruno Ritter – estreando como profissional, se saiu melhor que o Cosendey, marcando com disposição e mostrando mais consciência com o que fazer com a bola.


Andrey – se não voltou a fazer as grandes partidas de algum tempo, pelo menos se saiu um pouco melhor que nas últimas partidas. Mas poderia errar menos passes e não perder chances claras, como uma que teve quando o jogo já estava 2 a 0 e, de frente pro gol, chutou em cima do goleiro.


Fabrício – vinha tendo uma atuação discreta - sem brilho, mas também sem erros graves – quando foi obrigado a ouvir a torcida pedir sua saída ainda no primeiro tempo. Valentim manteve o meia improvisado no campo e, numa jogada de lateral, abriu o caminho da vitória dando a assistência para o gol do Pikachu. Deu lugar ao Giovanni Augusto, que acabou sendo útil para cadenciar o jogo quando aumentamos o placar e ficamos com um a mais em campo.


Yago Pikachu – voltou para o meio e com mais liberdade para chegar à área, marcou o gol que deu início à vitória. Deu mais uma amostra de que, com o elenco que temos, não pode atuar na lateral.


Maxi López – Jogando isolado na frente, recebendo poucas bolas, voltando para buscar jogo e ajudar na defesa e ontem, fazendo um corta luz genial no lance do primeiro gol e marcando o seu – mostrando raça para roubar a bola e qualidade pra finalizar com perfeição – o argentino, mais uma vez, foi o grande nome da partida. Eis um tweet que resume um sentimento…