Ser melhor não foi o bastante para o Vasco bater o Inter

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Kelvin sofreu o pênalti convertido por Maxi López, no empate em 1 a 1 com o Colorado


Em uma partida contra um adversário obviamente mais qualificado (tanto tática quanto tecnicamente), ser melhor na maioria dos 90 minutos não foi o bastante para o Vasco conseguir a vitória. E a forma como conseguimos o empate contra o Internacional nos leva a pensar sobre o futuro do time na competição.


Digo isso porque um empate já nos acréscimos sempre dá um levante para a equipe e para a torcida. Mas pensem se a situação fosse inversa: se tivéssemos saído na frente e o Colorado empatasse perto do fim, a boa atuação do Vasco não serviria para amenizar o resultado, como está sendo feito neste 1 a 1 de ontem.


O problema é que, aparentemente, jogar bem – ou conseguir fazer o máximo possível dentro das suas grandes limitações – não é o bastante para vencermos. Quando criamos chances, as desperdiçamos. Quando a defesa funciona, um erro individual nos faz sofrer gols. Até mesmo quando um pênalti pode nos ajudar, a arbitragem não assinala a infração (contra o Sport não marcaram; ontem, um foi completamente ignorado).


O Vasco foi superior ao Inter e o empate não pareceu um resultado justo. E se não conseguimos as vitórias mesmo quando somos melhores, como alcançar nossos objetivos? Dessa forma, só mesmo contando com a ajuda de Botafogo, Ceará, América-MG, Vitória,Chapecoense e Sport para garantirmos nossa participação na Séria A em 2019.



As atuações…


Martín Silva – vinha fazendo uma boa partida, até dar um rebote pra frente da área em um chute não muito forte que rendeu o gol para o Inter.


Luiz Gustavo – correr durante o jogo não pode ser uma qualidade para um atleta. É obrigação. Por isso, não dá pra ficar elogiando a atuação de um jogador que se empenha muito, mas erra quase tudo. Foi presente no apoio, mas não acertou sequer um cruzamento. Na defesa, quase entregou a rapadura duas vezes, dentro da área. Sem falar no estado físico deplorável, com pouco mais de 20 anos e caindo de câimbras aos 25 minutos do segundo tempo.


Werley – uma atuação correta, sem lances comprometedores. Se não sofrer com a uruca vascaína e se contundir de novo, deve terminar o ano formando a zaga com Castán.


Leandro Castán – um pouco acima do seu companheiro de zaga, foi bem no combate direto e antecipações. Sofreu um pênalti claro no primeiro tempo, ignorado pela arbitragem.


Ramon – uma atuação regular, com destaque para a parte defensiva, na qual segurou o ímpeto ofensivo colorado, que atacou bastante pela esquerda, principalmente no primeiro tempo. No segundo tempo, como todo o time, parecia morto em campo e não conseguiu impedir o chute que originou o gol do Inter, ainda que o jogador adversário não estivesse na posição ideal para o arremate.


Willian Maranhão – típico cão de guarda, surpreendeu sendo em alguns momentos mais presente na distribuição das bolas que o Andrey. Infelizmente, falta-lhe categoria para exercer com mais qualidade essa função. Ainda assim quase marcou um gol no primeiro tempo em chute de fora da área. Raul entrou em seu lugar no fim e, voltando de contusão, pouco fez.


Andrey – foi bem na marcação e na ocupação dos espaços, mas com a bola no pé decepcionou: errou passes, perdeu muitas bolas bobas (algumas perigosas) e foi muito mal nas tentativas de finalização.


Yago Pikachu – chamou a responsa e tentou levar o time a frente o tempo todo. Mas pecou em insistir demais em algumas jogadas individuais e nas finalizações. Perdeu uma grande chance no início do segundo tempo.


Fabrício – ajuda na marcação, mas é notória sua pouca capacidade em articular jogadas. Teve uma boa chance no primeiro tempo e não mais que isso. Saiu – dando piti, pra variar – para a entrada do Thiago Galhardo que mesmo parecendo perdido em campo, quase marcou ao fazer um cruzamento que acidentalmente carimbou a trave.


Marrony – contribuiu pouco no ataque e apesar de parecer ter potencial e já ter sido importante em outras partidas, não parece ainda justificar toda a confiança que o Valentim deposita em seu futebol. Deu lugar ao Kelvin, que entre as suas muitas jogadas irritantes, acabou sendo importante ao sofrer o penal que garantiu o empate.


Maxi López – deu trabalho à zaga gaúcha na mesma medida em que sofreu com sua marcação. No fim, bateu a penalidade com categoria, marcando mais uma vez e salvando um ponto em um jogo no qual poderíamos ter tido melhor sorte.