Flu 0 x 1 Vasco: só a freguesia explica

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Sempre ele: Maxi López marca mais uma vez e garante a vitória no clássico contra o Flu, a primeira do Vasco como visitante


Quem viu o clássico entre Fluminense e Vasco não tem como negar que o tricolor foi melhor na grande maioria do tempo. Viu também mais uma atuação sem intensidade, sem ideias e sem coragem do time do técnico-galã.


E o resultado? Vitória vascaína por 1 a 0.


Ainda que o Flu tenha jogado com uma penca de titulares que atuaram na quarta-feira, os mesmos que passaram pelo desgaste de uma viagem para fora do país, era o Vasco quem apresentava uma morosidade irritante. Ainda que fossemos nós os desesperadamente necessitados por pontos, era o tricolor que propunha o jogo e pressionava.


Mas ainda que o Flu mostrasse muito mais organização – coisa que só mostramos, e de forma meio atabalhoada, ao nos defendermos – e competência com a bola nos pés e que o Vasco não fizesse muita coisa além de dar chutões para frente na esperança de que Mad Maxi resolvesse a parada lá no ataque, há uma coisa que decide partidas e que nunca, nunca mesmo, deve ser ignorada.


É algo chamado FREGUESIA. E todos sabemos que o Fluminense é nosso cliente vip.


A vitória, a primeira como visitante na competição, veio em um momento importantíssimo. Nos afastamos um pouco mais do Z4 numa rodada em que poderíamos ter uma queda vertiginosa na tabela. Mas infelizmente não teremos mais partidas contra o time das Laranjeiras. Ainda precisamos de sete pontos para respirar aliviados e não teremos mais fregueses que nos garantam pontos mesmo que joguemos mal. Já são 13 partidas sob o comando do Alberto Valentim e, até agora, é muito difícil ver o que o treinador tem feito com o grande tempo que tem para treinar sua equipe.



As atuações…


Martín Silva - nas vezes que foi exigido, se saiu bem. No primeiro tempo, fez boa defesa em cobrança de falta que desviou na barreira e tinha endereço certo.


Luiz Gustavo - “Ah, mas ele é o que mais corre no time”. Se correr fosse motivo pra escalar um jogador, seria melhor colocar a equipe de atletismo do clube em campo. Só uma absoluta carência de laterais direitos justifica a presença de um jogador que não acerta quase nada.


Werley – discreto, fez um feijão com arroz que não comprometeu a zaga, mesmo com o Vasco sendo acuado grande parte do jogo.


Leandro Castán – um pouco acima do seu companheiro, até pela liderança que já exerce sobre o setor defensivo. Tomou o terceiro amarelo no fim do jogo e está fora da partida contra o Grêmio.


Ramon – até fez alguma graça iniciando jogadas ofensivas pelo seu lado de campo, mas falhou muito quando precisou concluir as jogadas com cruzamentos ou passes decisivos.


Willian Maranhão – segue sendo aquele volante no qual não se pode esperar nada além de força no combate. Hoje especialmente foi um fracasso nas saídas de bola.


Andrey – até levou risco ao gol tricolor em uma finalização no segundo tempo, mas ao longo da partida cansou de perder bolas perigosas no nosso campo por não fazer o simples na saída de bola. Deu lugar ao Raul no fim do jogo, que entrou para segurar de vez o resultado. Tirando uma puxada de contra-ataque, não fez mais nada digno de nota.


Yago Pikachu – atuação apagada do Pokémon, não conseguindo criar jogadas ou mesmo aparecer na área para finalizar.


Fabrício – fez o que faz na maioria das vezes: mostrou sua incapacidade em realizar a função de articulador do time. E a facilidade em ser alvo das vaias da torcida. Deu lugar ao Thiago Galhardo, que não é nada, não é nada, fez o cruzamento que acabou acertando o braço do zagueiro tricolor, originando pênalti. Não chegou a fazer muito mais que isso.


Marrony – como o próprio Valentim já explicou, o garoto está no time para trazer profundidade e ajudar o Ramon nas jogadas ofensivas pela esquerda. O problema é que Marrony afunila as jogadas na maioria das vezes, não cumprindo a função que lhe é designada. Deu lugar ao Rildo, que chegou a fazer algumas jogadas pelas beiradas do campo, mas acabou se destacando mais por participar de uma confusão no fim do jogo.


Maxi López – não recebeu muitas bolas, tentou algumas jogadas que não deram certo (em alguns casos porque seus companheiros não entenderam sua intenção, outras por execuções ou decisões erradas do próprio Maxi) e mais uma vez foi decisivo, cobrando com perfeição a penalidade.