Operado no Itaquerão, Vasco se complica ainda mais no Brasileiro

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Decisivos: grupo de árbitros foi quem se destacou e garantiu a vitória dos donos da casa em Itaquera


Corinthians e Vasco fizeram um jogo disputado, com muita intensidade e pouca técnica, no Itaquerão. As duas equipes mostraram saber a importância dos pontos em jogo e tiveram desempenhos parelhos, com os donos da casa melhores no primeiro tempo e os visitantes sendo predominantes no segundo. Mas no fim das contas, venceu quem tinha o quarteto mais decisivo ao seu lado, no caso, o alvinegro paulista: com participação inegável da arbitragem, nossos anfitriões venceram a partida por 1 a 0.


O quarteto demorou a mostrar sua habilidade. Durante o primeiro tempo, teve uma atuação discreta e viu dois times se empenhando muito na marcação e criando poucas chances de gol. Até que aos 37 minutos os árbitros começaram a mostrar a que vieram: Kelvin parte em uma arrancada, é claramente derrubado sobre a linha da área (o marcador corintiano chega a esticar a perna para trás depois de ser driblado) e, diante do juíz, auxiliar e árbitro de linha de fundo, nada é marcado. No fim do primeiro tempo, o sr. Wilton Pereira Sampaio mais uma vez mostra eficiência, expulsando o técnico Alberto Valentim, por ter cometido o gravíssimo ato de ter deixado um copo de água cair após a marcação de um escanteio para o Corinthians.


O segundo tempo começou quente, com os alvinegros fazendo sua melhor jogada em toda partida logo aos cinco minutos. Contando com a desatenção do, no momento, lateral Raul, Fagner cruza e Mateus Vital cabeceia para o gol, sem chance para Fernando Miguel.


O gol desnorteia o Vasco por uns minutos, mas depois que o time se encontra em campo, passa a pressionar o Corinthians. Nossos anfitriões aceitavam essa pressão e apenas esperavam um contra-ataque para ampliar. Dominávamos as ações e o jogo passou a se desenrolar no campo corintiano. Esbarrávamos na nossa falta de capacidade para finalizar e de variar jogadas que surpreendessem a forte retranca corintiana. Mas a pressão era grande. Amassado como estava em seu campo de defesa, parecia inevitável que o Corinthians cederia o empate.


E a melhor chance surgiu aos 40 minutos. Ríos chuta de fora da área, a bola desvia em um marcador e vai na direção de Marrony, que chegaria para o cabeceio mortal se não tivesse sido clamorosamente puxado diante dos olhos do juiz, do árbitro da linha de fundo, do bandeira e dos olhos de milhões de telespectadores. E foi essa a hora da arbitragem fazer a diferença, fazendo vista grossa e deixando de marcar uma penalidade indiscutível e clara como água três vezes destilada.


O Vasco ainda teve uma boa chance em chute do Henriquez que carimbou o travessão, aos 49 minutos. Mas se a arbitragem esteve muito bem pelo lado corintiano, a sorte não estava do lado vascaíno. O jogo terminou (com mais confusão) sem alterações no placar.



Zé Elias faz a pergunta que não quer calar: 'por que critérios tão diferentes para marcar lances?'

O time da Colina, que ainda luta arduamente contra mais um rebaixamento, é visivelmente limitado, tem um preparo físico de Sub-40 e ainda tem demonstrado ser um dos times mais zicados do campeonato. Mas tem se esforçado muito, lutando contra adversários técnica, tática e fisicamente mais preparados e fazendo alguma frente. Mas se contra 11 adversários já fica complicado, contra 15 fica praticamente impossível. Se há uma coisa que o Vasco não precisa é ser prejudicado pela arbitragem para perder pontos.



As atuações...


Fernando Miguel – no gol, nada poderia ter feito; durante a partida mostrou segurança e a sorte que até tem marcado sua passagem pelo Vasco. Levou um amarelo muito cedo (26 minutos do primeiro tempo) por cera.


Raul – segunda partida improvisado como lateral, segunda falha decisiva: ficou plantado no chão no lance do gol corintiano, não dificultando em nada a cabeçada certeira do Mateus Vital. Seu lado do campo foi o mais convidativo para os adversários. Deu lugar ao Caio Monteiro, que entrou para ajudar o Vasco a fazer uma pressão final. Tentou distribuir o jogo com mais velocidade pelo meio, mas foi pouco efetivo.


Leandro Castán - firme na defesa enquanto seguia o empate e participativo no ataque quando o Vasco precisava do gol. Quase marcou de cabeça.


Oswaldo Henríquez – passou o jogo inteiro dando bicões para todo lado. Ironia do destino, quase empatou o jogo no fim com um deles, mas acertou o travessão.


Henrique – se não chega a (sempre) comprometer defensivamente, ofensivamente falta qualidade para definir bem as jogadas. E olha que ele nem é dos piores nos cruzamentos.


Leandro Desábato – boa partida do gringo, fechando bem os espaços e marcando com firmeza e precisão na maioria do tempo. Em muitos momentos foi mais útil na ligação com o ataque que o Andrey.


Andrey – não chegou a fazer feio, mas poderia ter ajudado mais na saída de bola do time, que foi inexistente por quase todo o primeiro tempo. Há século não acerta uma finalização com perigo. Deu lugar ao estreante Dudu, que só apareceu isolando uma bola numa tentativa de arremate.


Yago Pikachu – segue apagado, fazendo pouco de útil, no momento mais crítico do ano. Terminou a partida na lateral, com a saída do Raul.


Thiago Galhardo – cheio de boas intenções, mas nada efetivo. Errou vários passes, ora por decisões equivocadas, ora pode displicência.


Kelvin – deu trabalho à zaga corintiana, mas apenas por ser um jogador adversário correndo em direção ao gol. É quem mais erra na hora do lance decisivo. Sofreu um dos pênaltis não marcados pela arbitragem, ainda no primeiro tempo. Marrony entrou em seu lugar e deu novo gás ao ataque, caindo pelos lados do campo. Outro que sofreu um pênalti, esse claríssimo, aos 40 minutos do segundo tempo, ignorado pelo senhor Wilton Pereira Sampaio.


Andrés Rios – lutou como sempre, fez boas jogadas e procurou levar o time ao ataque com velocidade. Mas falta-lhe o faro de gol e presença na área.