A abissal diferença entre o Vasco e o Campeão Brasileiro

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

Luiz Gustavo é um símbolo do atual Vasco: jogador que não serve nem para compor o elenco do time campeão é titular do Valentim


A torcida encheu São Januário e apoiou o time, que dentro das suas evidentes limitações, nem jogou mal. Mas isso não foi o bastante para o Vasco segurar o empate contra o Palmeiras: com o 1 a 0 para os visitantes, o cruzmaltino ainda precisa de pontos para escapar matematicamente do rebaixamento. Era o que de pior poderia acontecer nesta rodada, que não está sendo tão boa para o Vasco. A vitória do Coelho sobre o Bahia mantém o clube mineiro na briga para sair do Z4 e com o empate do Ceará com o Furacão, teremos uma última rodada perigosa contra o Vozão, que também não está livre do rebaixamento.


Mas quem viu o jogo do 15o colocado contra o agora atual Campeão Brasileiro sabe que ainda ter que fazer contas na última rodada da competição era algo previsível para o Vasco.


E isso porque a única coisa que fizemos contra uma equipe muito mais qualificada e bem treinada que a nossa foi nos segurar e torcer que o apito final viesse logo. Ainda que o Palmeiras não tenha nem de longe promovido um massacre contra nós, a distância entre as duas equipes é tão grande que era natural esperar os caras acertarem uma jogada para definir o jogo. E foi o que aconteceu. O verdão sequer precisou jogar muito para nos vencer.


A questão é que talvez, mesmo com a abissal diferença entre os dois elencos, conseguíssemos segurar o empate. Mas além do grupo recheado de jogadores que nunca deveriam usar a armadura cruzmaltina, conseguir parar o melhor time do Brasil perdendo jogadores por contusão seria pedir muito.


Com as contusões do Henrique - esse, antes da metade do primeiro tempo - e Desábato, o técnico-galã precisou queimar duas alterações para tentar manter o que pensou para o começo da partida. Mesmo que o Valentim tivesse uma estratégia louca que pudesse nos levar à vitória, seria impossível executá-la. Não precisando fazer DUAS alterações por conta da inacreditável incapacidade do Departamento Médico vascaíno manter jogadores com um mínimo de resistência física.


Não que essa seja a única resposta para a derrota, claro. Diante da melhor defesa da competição, seria impossível um time com Pikachu, Kelvin e Thiago Galhardo conseguir ao menos ameaçar o Palmeiras. O goleiro palmeirense passou os mais de 90 minutos da partida numa tranquilidade incrível. Para Maxi López fazer a diferença, ele precisaria voltar na nossa intermediária e driblar toda a defesa palmeirense. Ou seja, só se ele tomasse um elixir da juventude e voltasse aos seus 18 anos.


A situação piorou, mas nada está perdido. Dependemos apenas das nossas forças e agora é colocar a cabeça no lugar e preparar o time para uma última rodada que será das mais complicadas. Não dá pra contar apenas com outros resultados. O Vasco precisa entrar no Castelão domingo que vem com um único objetivo: vencer e escapar do rebaixamento por suas próprias pernas.



As atuações….


Fernando Miguel – não chegou a ter tanto trabalho e não podia fazer nada no lance do gol. Foi bem nas saidas do gol.


Luiz Gustavo – há quem seja fã do “esforçado” zagueiro improvisado. Mas ter um jogador que só tem capacidade para se jogar na frente da bola, dar carrinhos e tirar bolas áreas (no que ele até vai bem) é muito pouco. No lance do gol deu o combate no William, mas não teve inteligência para acompanhá-lo quando ele devolveu a bola no Dudu.


Werley – vinha fazendo uma partida muito boa, com bons desarmes e bem no combate direto. Mas no lance do gol ficou olhando o lance de deixou o Deyverson sozinho.


Leandro Castan – uma atuação no nível do seu companheiro de zaga, até no principal vacilo: ficou olhando o lance e deixou o Deyverson livre para empurrar a bola para o gol.


Henrique – quem não gosta do garoto viu como as coisas podem ficar bem mais complicadas quando a opção a ele (que saiu contundido no começo do jogo) é alguém como o William Maranhão. Nulo ofensivamente (praticamente não passou da linha do meio de campo), é outro apenas esforçado na marcação. E mostrou várias vezes toda sua limitação com a bola nos pés.


Desábato – vinha fazendo bem a proteção à zaga, até que saiu, também contundido, dando lugar ao Raul, que acabou sendo mais participativo ofensivamente que o gringo. Mas mesmo ajudando a iniciar as jogadas de ataque, não chegou a fazer a diferença.


Andrey – apareceu na frente para tentar seus arremates de meia distância, mas não foi feliz. Foi apenas regular defensivamente.


Yago Pikachu – apesar de realmente ter sido falta no Marrony no lance no qual reclamou acintosamente com o juiz, nada justifica sua expulsão infantil, já no fim do jogo, e com o Vasco ainda tendo uma partida para terminar o Brasileiro. Mas o pior de tudo é ver que esse foi o lance de maior destaque do meia/lateral, que teve uma atuação bastante apagada.


Thiago Galhardo – é um dos símbolos deste elenco do Vasco: por ser razoável, se destaca da mediocridade que toma conta do grupo e virou xodó da torcida. Se esforça, até cria algumas jogadas, mas a depender dele para sermos efetivos na criação é um suplício.


Kelvin – o que vimos foi o Kelvin de sempre: recebe a bola, corre como um louco, mas na hora de tentar um drible ou passe decisivo, sempre se equivoca. De uma inutilidade monstruosa. Que no ano que vem o Marrony, que entrou em seu lugar, tenha mais chances no time. O garoto pelo menos é cria da casa e, ainda que não seja muito mais efetivo que o Kelvin, nem de longe é tão irritante.


Maxi López – normalmente já sofre com a solidão no ataque e a falta de jogadores que o acionem em boas condições de concluir. Ainda assim, se esforçando em dobro para conseguir jogar, cria lances de perigo com jogadas de pivô.