Parabéns a todos os envolvidos

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Dada a impressionante falta de talento, permanecer na elite foi um grande feito para esse time do Vasco


Se na teoria o empate sem gols entre Ceará e Vasco não foi o que podemos chamar de um jogo de compadres, na prática ele acabou sendo. O 0 a 0 acabou sendo o único placar possível em um confronto entre um time sem capacidade para vencer e outro que só pensava em não perder.


Ou, dando uma olhada na classificação final do Brasileirão, o único resultado que se podia esperar do duelo entre os dois piores times da competição que não foram rebaixados.


O Vozão, que tantos elogiaram pela valorosa arrancada para escapar do Z4, se mostrou um time apenas esforçado. E, apesar de ser preciso reconhecer o valor da equipe do Lisca - que diferente de um monte de outros times, chegou à rodada final já livre do rebaixamento – não se pode chamar de “esquadrão” uma equipe que, precisando dos três pontos para atingir objetivos maiores, não vence esse Vasco dentro da sua casa, com o apoio de mais de 50 mil torcedores.


Já sobre o Vasco, o que dizer? Um time que entrou com o claro objetivo de apenas não perder a partida, que teve até chances mais claras para marcar que seu adversário, mas que o pensamento pequeno (e a falta de precisão dos seus atacantes) não permitiu nada além de um empate, não merecia mais do que conseguiu: um ponto e o “alívio” de não ser rebaixado pela quarta vez em uma década.


Findo o Brasileiro, é preciso dar os parabéns aos responsáveis pelo Vasco ter conseguido a complicada meta de se manter na elite do futebol brasileiro:


Parabéns ao Campello, que tanto esforço fez para chegar ao mais alto posto do clube e mostrou toda sua competência ao longo desse ano. É realmente um feito manter o Vasco na Série A, mesmo sendo incapaz de gerar receitas e gastando mal o limitado orçamento (ainda assim, maior que o de muitos clubes que ficaram à nossa frente) que tinha em mãos.


Parabéns ao departamento médico (que demonstrou um imenso amor ao elenco, a ponto de não conseguir ver qualquer jogador fora da enfermaria por muito tempo) e aos preparadores físicos, responsáveis por deixar jogadores na casa dos 20 anos incapazes de chegar à metade de um segundo tempo sem estar com a língua de fora.


Parabéns também para o Alberto Valentim, que nas 19 partidas comandando a equipe, conseguiu livrar o Vasco de mais um rebaixamento com impressionantes 33% de aproveitamento (4 vitórias, 8 empates e 9 derrotas), mesmo sem ter conseguido vencer NENHUM dos times rebaixados.


Parabéns também ao elenco, que salvo raríssimas exceções, superaram sua total falta de categoria e, em alguns casos, uma aparente falta de vocação para exercer a profissão de futebol.


Por fim, parabéns à torcida, esta sim, merecedora de aplausos sem ironias. Porque apoiar ESSE Vasco não é uma missão nada fácil. A vocês, vascaínos de todo mundo, meus sinceros cumprimentos e o desejo que aproveitem ao máximo as férias que o futebol nos dará agora. Depois de um Brasileiro terrível como esse, nós todos precisamos desse tempo.



As atuações...


Fernando Miguel – manteve a tranquilidade mesmo nos momentos mais tensos do jogo e fez pelo menos uma grande defesa, em chute de fora da área.


Luiz Gustavo – a dedicação e o esforço de sempre. Mas demonstra ser limitado intelectualmente para ser um titular do Vasco. A quantidade de decisões equivocadas que toma é inaceitável.


Werley – travou um chute que tinha endereço certo e isso já lhe daria destaque. Mas fora isso, foi muito bem no combate e nas antecipações. Perdeu um gol feito por não conseguir dominar a bola na pequena área adversária.


Leandro Castan – no mesmo nível do companheiro de zaga, é um dos poucos que merecia companhia mais qualificada para jogar junto.


Willian Maranhão – se no meio é terrível, na lateral consegue ser ainda pior por não ter o tempo de bola e o posicionamento que a posição exige. Pegou a cota de contundidos na partida de ontem e deu lugar ao Ricardo Graça, que entrou pra fechar de vez o time e se saiu bem fechando a esquerda.


Raul – fez o básico no combate e fechando os espaços, mas não conseguiu ser eficiente na ligação com o ataque. Deu lugar ao Desábato, que ficou mais preso à marcação e fez boa proteção à zaga.


Andrey – bem na marcação, ajudou também na saída de bola. Nas tentativas de arremate de média distância não acertou nada.


Thiago Galhardo – mostrou mais uma vez que, em um Vasco decente, não seria nada além de um suplente mediano. Até acerta as jogadas mais simples, mas quando foi preciso mostrar um pouco mais de categoria nos passes decisivos, falhou.


Kelvin – corre com a bola o tempo todo e não acerta nada. Desperdiçou uma boa chance no segundo tempo, pra variar, tomando uma decisão equivocada.


Caio Monteiro – no mesmo nível que o Kelvin, só que muito menos participativo (a vantagem, no caso, é que por aparecer menos no jogo, irritou menos o torcedor). Deu lugar ao Marrony, que deu muito mais trabalho à defesa do Ceará. Poderia ter sido o herói de uma sonhada classificação para a Sul-Americana, mas perdeu o gol mais feito do jogo chutando em cima do goleiro.


Maxi López – justo quando mais precisávamos do gringo, acabou indo mal. Foi pouco acionado, como sempre, mas teve duas boas chances, uma em cada tempo, para fazer a diferença, mas canelou a bola em uma e chutou em cima da marcação na outra. Também errou passes que não está acostumado a errar.