Vasco supera a Lusa e o calor e garante a vaga na semifinal da Guanabara

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Sob o forte calor de Moça Bonita, Pikachu cobra a penalidade que garantiu a vitória do Vasco por 1 a 0 sobre a Lusa


Dois mil trezentos e dois. Esse foi o número de abnegados que pagaram ingressos (outros trezentos estiveram no estádio, mas foram de gratuidades) para assistir a vitória vascaína sobre a Portuguesa por 1 a 0.


E até que para um jogo que começou num calor de 40o os dois times se movimentaram bastante. Mas pode-se dizer que obrigar os profissionais presentes a praticar o futebol nessas condições é algo desumano. E esperar que os atletas ainda deem show seria algo sem sentido.


O Vasco controlou bem a partida, sem deixar que a frágil Lusa carioca tivesse muitas chances. Foi bem no combate, exceto em alguns momentos nos quais a recomposição defensiva não foi muito veloz (algo inevitável diante de tanto calor) e criou algumas boas chances, a maioria delas desperdiçadas com finalizações ruins.


Nas condições completamente adversas que encontrou, o Vasco cumpriu seu papel, venceu e, além de garantir a vaga na semifinal, ainda vai para a rodada final contra o Flu podendo jogar pelo empate para terminar a fase como primeiro do grupo. E, no fim das contas, como reclamar do jogo? Depois de encarar o calor senegalês do verão mais quente dos últimos 97 anos, os jogadores merecem ser considerados heróis. E mais heroicos que eles, apenas os 2302 que ainda se dispuseram a pagar para ver a partida.



 As atuações...


Fernando Miguel – não chegou a ter muitos problemas, principalmente porque a mira dos atacantes da Portuguesa é mais terrível que o calor no Rio de Janeiro.


Cláudio Winck – atuou praticamente como um ala, sendo figura constante no apoio. Mas se contundiu ainda no primeiro tempo e deu lugar ao Rafael França, que voltou a atuar entre os profissionais depois de mais de um ano. Não chegou a comprometer, mas teve menos presença ofensiva que o Winck.


Luiz Gustavo – cometeu algumas “luizgustavadas”, mas na média foi bem, principalmente no combate direto.


Ricardo Graça – um pouco melhor que seu companheiro de zaga, se saiu bem principalmente nos cortes aos cruzamentos feitos pela Lusa.


Henrique – não se omitiu no apoio (ainda que não tenha conseguido ser efetivo nos cruzamentos), mas deu algumas cochiladas na cobertura da sua lateral.


Raúl – foi o principal marcador do meio de campo. Se por um lado não foi de grande ajuda na criação de jogadas, por outro garantiu boa proteção à zaga.


Willian Maranhão – jogando mais à frente, poderia ter sido mais útil na transição entre a defesa e o ataque. Mas lhe falta qualidade para isso.


Dudu – dessa vez o garoto não foi bem, não conseguindo dar a dinâmica necessária ao meio e errando passes importantes. Deu lugar ao Bruno César, que penando com o calor de Bangu e voltando a jogar depois de longo tempo apenas treinando, até que foi bem na sua estreia. Teve duas oportunidades para marcar, mas finalizou mal.


Yago Pikachu – marcou seu primeiro gol no ano cobrando bem o pênalti a nosso favor. No resto teve uma atuação discreta. Deu lugar ao Rildo, que injetou um pouco mais de velocidade na metade final do segundo tempo, mas acabou passando mais tempo no chão pedindo faltas que criando jogadas.


Moresche – não manteve o nível do Marrony, atual titular. Teve algumas oportunidades para fazer boas jogadas, mas pecou no último toque ou nas finalizações.


Ribamar – mais uma partida de jejum, mais uma partida mostrando um condicionamento físico invejável. A falta de gols incomoda, principalmente pela sua posição, mas incomoda a defesa adversária pelos 90 minutos de jogo.