Vasco 100% vence Fluminense em Brasília

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Pikachu marca mais um de pênalti e garante a vitória do Vasco no primeiro clássico do ano


Contra o adversário mais qualificado do seu grupo, o Vasco acabou fazendo sua melhor partida no Carioca. Ainda que não tenha sido um jogo de encher os olhos, a vitória vascaína sobre o Fluminense por 1 a 0 mostrou um time que soube controlar a partida, correndo poucos riscos contra um oponente que vinha motivado por boas atuações.


Vendo a partida, não é de se estranhar que digam que o Flu foi melhor na maior parte do tempo. Mas a verdade é que o volume de jogo e as trocas de passes entre os jogadores tricolores não foram efetivos. E não foram porque o Vasco conseguiu anular os avanços do adversário, marcando com precisão e segurança. E, mesmo que tenha tido mais posse de bola, o time de Laranjeiras não conseguiu criar tanto mais que nós, que tivemos boas chances construídas em contragolpes.


Faltou o capricho nas finalizações, o que acabou impedindo uma vitória mais folgada: Pikachu, nos primeiros segundos de jogo; Galhardo, isolando uma bola estando perto da pequena área; Ribamar, que diante de um gol escancarado, preferiu tentar driblar a empurrar a bola para as redes. Até o Maxi desperdiçou uma chance clara, quando tentou finalizar com um marcador à sua frente quando poderia ter passado para o Andrey, que estava livre e de frente pro gol. Nas poucas vezes que o Fluminense chegou com perigo, Fernando Miguel ou o travessão (duas vezes) impediram que o empate acontecesse.


Preocupa ver que, mais uma vez, precisamos de uma penalidade para vencer o jogo, o que nem seria um problema se não desperdiçássemos as – poucas - chances que temos criado. E agora que vamos para a semifinal, precisamos deixar o "importante são os três pontos" e mostrar mais consistência ofensiva. Nossa escassez de gols pode terminar com as entradas em definitivo do Bruno Cesar e do Maxi, mas não podemos esperá-los para melhorar. Terminar a fase de grupos do primeiro turno com 100% de aproveitamento é muito legal, mas isso não vai adiantar nada se não vencermos os dois próximos jogos. E para isso acontecer precisamos fazer mais gols.



As atuações…


Fernando Miguel – quando não teve a chance de mostrar com suas boas defesas a ótima fase que atravessa, contou com a sorte que parece acompanhá-lo sempre. Ontem, quando não poderia impedir o gol, viu a bola carimbar o travessão duas vezes. Se destacou também com os lançamentos que fez da área, muitas vezes criando jogadas de ataque perigosas.


Raúl Cáceres – com atuação segura defensivamente, o lateral paraguaio acabou sendo decisivo numa das suas poucas subidas ao apoio, fazendo o cruzamento que originou o penal a nosso favor.


Werley – atuou com seriedade, não dando espaços para os atacantes tricolores e se saindo melhor na maioria dos confrontos diretos.


Leandro Castan – também se saiu melhor nos duelos com os atacantes adversários, evitando que o Fluminense levasse risco ao nosso gol.


Danilo Barcelos – mais presente no apoio que o Cáceres, fez algumas boas jogadas com o Pikachu pela direita. Cobrou uma falta distante com perigo.


Raul – bem na proteção à zaga, mostrou boa postura tática e interrompeu diversas jogadas de ataque tricolor no seu nascedouro.


Lucas Mineiro – ocupou bem os espaços no meio de campo e ajudou nas saídas de bola.


Thiago Galhardo – discreto, como costuma ser ao começar jogando. Perdeu uma chance clara no primeiro tempo, isolando uma bola. Cansou no segundo tempo e foi substituído por Andrey, que ajudou a reforçar a marcação no meio de campo na parte final do jogo.


Yago Pikachu – quase marcou um gol aos 10 segundos de jogo, mas sua cabeçada foi atrapalhada pelo goleiro tricolor. Na cobrança de pênalti, não perdoou e marcou seu segundo gol na competição. Foi mais participativo no clássico que na partida contra a Lusa. Pendurado na partida com um amarelo, deu lugar ao Yan Sasse, que não chegou a fazer muita coisa em campo além de ouvir broncas constantes do Valentim.


Marrony – não deixou o seu dessa vez, mas fez boa partida, se movimentando muito e sempre sendo uma boa opção para as jogadas ofensivas. Acertou um belo cruzamento para o Pikachu nos primeiros segundos da partida.


Ribamar – se impõe pela força física, abre espaços para os companheiros e sempre se esforça muito. Mas centroavante que não marca gols e, pior, que perde gols feitos como o que ele perdeu ontem (não chutando tendo o gol sem goleiro à sua frente) é algo inaceitável. Acabou dando lugar ao Maxi López que na sua estreia na temporada não conseguiu muito destaque. Desperdiçou excelente chance ao chutar com um marcador em cima quando deveria ter passado para o Andrey, que estava sozinho na frente do gol. E, claro, levou um amarelo bobo.