Em noite sem brilho, Vasco sofre apagão e só empata com Juazeirense

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Com uma assistência - para Yan Sasse abrir o placar - e um gol, Mad Maxi foi novamente o grande destaque do Vasco no empate com o Juazeirense


Os 100% de aproveitamento no Carioca (ainda que seja apenas a primeira fase de um Carioca) empolgou um pouco a torcida, que de alegria nos últimos tempos só teve mesmo a permanência na Série A. Então, o vascaíno vê passar todo mês de janeiro sem que o time perca um pontinho sequer e não vai ficar animado? Claro que vai!


Aí o time vai estrear na Copa do Brasil, quando geralmente se pega algum adversário do interior do país, cuja grande pretensão é não perder de muito (e fazer alguma graninha com a bilheteria contra um time de expressão nacional). No caso de um clube do tamanho do Vasco, ainda mais tendo um começo de temporada animador, o roteiro está completo: festa na chegada, festa nos treinos e festa no estádio. É entrar em campo, cumprir seu papel e conseguir uma classificação sem muitos percalços.


Só esqueceram de avisar isso ao Valentim e seus comandados.


Não se sabe se foi por conta da cipoada de 7 a 1 que nossos anfitriões sofreram há pouco tempo ou se a cabeça do time estava na semifinal de domingo, o fato é que o Vasco parecia achar que poderia vencer o Juazeirense quando quisesse.


Só esqueceram de combinar isso antes com o Juazeirense.


Como os donos da casa não tinham nada com o "saltoaltismo" vascaíno, eles partiram pra cima e só não abriram o placar no comecinho do jogo por conta da intervenção do Fernando Miguel, que fez uma grande defesa. Depois de mais alguns momentos de uma pressão meio atabalhoada do time baiano, o Vasco resolveu jogar. E precisou de poucos minutos para criar chances e marcar seu gol, com Yan Sasse.


Talvez o gol rápido tenha aumentado a impressão do time de que poderia vencer com tranquilidade. E o Vasco parecia não se abalar com as chances perdidas e foi levando em banho-maria o jogo até o fim do primeiro tempo.


Aí veio o segundo tempo. O Juazeirense demorou a voltar para o campo e o Vasco parecia simplesmente não ter voltado. Sofremos um gol besta aos 5 minutos e não reagimos. A luz no estádio acabou, demorou meia hora para voltar, mas o apagão vascaíno continuava. “O empate é nosso”, deviam estar pensando.


Só que de ataque em ataque, o time baiano virou, depois de um pênalti besta do Castán. Faltavam pouco mais de 15 minutos para o fim do jogo e só então o Vasco percebeu que a classificação estava em risco. O time partiu pra cima, mas chances de gol, quase nenhuma. Até que quase nos acréscimos, Marrony fez bela jogada, cai na área e o juiz apontou para a cal. Na minha opinião, um pênalti meio maroto, mas foi o que garantiu a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, com a cobrança indefensável de Maxi Lopéz.


Esse 2 a 2 com o modesto Juazeirense, conquistado a duras penas, deve servir como uma lição de humildade para um time que aparentemente se deixou levar pelos resultados no Carioca e não encarou seu adversário com a seriedade necessária. Os 100% no Estadual não são a garantia de um time pronto. E todos já deviam ter alguma noção de que falta muito para isso acontecer. 


E que essa lição de humildade seja aprendida até o sábado. Porque outro apagão como o de ontem na semifinal é tudo o que o Resende precisa para nos aprontar uma surpresa desagradável.


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Além de Maxi, Marrony foi um dos poucos a se destacarem positivamente no Vasco


As atuações…


Fernando Miguel – um dos responsáveis pela classificação do time. Fez pelo menos três grandes defesas. Nos gols sofridos nada poderia ter feito.


Raúl Cáceres – muito pouco produtivo no apoio e um desastre na marcação. No primeiro gol do Juazeirense, perdeu o lance como um juvenil numa disputa de corpo. Sua lateral foi o melhor caminho para nosso adversário chegar a ataque.


Werley – não encurtou o espaço do atacante Balotelli no lance do primeiro gol. No resto se virou como pode para afastar a bola da nossa área.


Leandro Castán – vinha sem comprometer até achar por bem segurar a camisa do Balotelli e cometer um penal contra a gente.


Danilo Barcellos – com a lateral esquerda convidativa, o time baiano acabou subindo pouco pelo lado do Barcellos, o que facilitou bastante sua vida. Na cobrança de falta que teve, acertou a barreira.


Andrey – não foi eficiente no combate pelo meio de campo, deixou de fazer a cobertura ao Cáceres na maioria do tempo e errou um monte de passes. Na atual fase que atravessa, sua titularidade ontem é inexplicável. Quando o Juazeiro conseguiu virar o placar, cedeu o lugar para o Ribamar, que só apareceu fazendo uma bela jogada pela esquerda para terminar errando o cruzamento por errar a bola e chutar o chão.


Lucas Mineiro – se saiu bem melhor que o Andrey, ocupando bem os espaços pelo meio e ajudando na saída de bola.


Bruno Cesar – mostrou boa movimentação, criou boas jogadas e acertou belos passes. Cansou no segundo tempo e Thiago Galhardo entrou em seu lugar e não manteve o nível. Até se empenhou, mas não conseguiu dar a dinâmica que o time precisava para voltar a ameaçar nosso anfitriões.


Yan Sasse – disparado sua melhor partida no time. Não chegaria a ser uma grande vantagem, claro, mas além do primeiro gol com a camisa do Vasco, o garoto foi um dos que mais incomodou a zaga adversária, com dribles e finalizações. Quase marcou um segundo gol ainda no primeiro tempo. Deu lugar para Yago Pikachu, que tirando um chute cruzado com relativo perigo, pouco fez.


Marrony – mais uma vez um dos melhores do time: se movimentou muito, abriu espaços para os companheiros com sua velocidade e criou boas jogadas. Até na defesa ele ajudou. E, mais importante, sofreu o penal que assegurou a vaga do Vasco para a próxima fase.


Maxi López – passa grande parte do tempo brigando com os zagueiros e as vezes até com a bola. Foi individualista em alguns momentos, preferindo tentar o arremate mesmo com companheiros melhor posicionados. Mas como falar mal de quem fez uma assistência e marcou um gol? Mais uma vez foi o jogador mais decisivo do time.