Vasco mantém freguesia tricolor e leva Taça Guanabara

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Pela campanha e pela freguesia tricolor, vitória e título da Guanabara só poderiam ser do Vasco


É muito legal ganhar qualquer taça e quando se fala de um troféu tão tradicional quanto a Taça Guanabara é melhor ainda. Ter tido uma campanha com 100% de aproveitamento – o que se confirmou com a vitória, a segunda nesse turno, sobre o Fluminense por 1 a 0 – também dá um gostinho especial para a conquista.


Mas é preciso falar também, e aqui vou falar apenas de futebol e não do vexame dos portões fechados, que vencer a Taça Guanabara traz mais motivos para comemorar que vantagens dentro da competição. Com esse regulamento tosco feito pela FFERJ, vencer o primeiro turno não é motivo para que o Vasco relaxe e deixe de lado a Taça Rio. Até porque, vantagem mesmo só terá o time que vencer os dois turnos.


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Danilo comemora seu gol


Dito isso vale dizer que a vitória vascaína pareceu ser mais uma vez por conta de inabalável freguesia vip dos tricolores. Nessa final, o Vasco teve ainda menos chances que na primeira vitória, dando a clara impressão de o Valentim não aprendeu muita coisa sobre o seu adversário desde o jogo na fase de pontos. Não que o Fluminense tenha nos ameaçado muito (tiveram duas chances realmente claras, não mais que isso), mas é fato que eles dominaram a partida, principalmente no primeiro tempo.


Na etapa final até que melhoramos um pouco, adiantando a marcação, pressionando a saída de bola adversária (como o Flu fez desde o começo da partida) e com essa outra postura, conseguimos o gol, mais uma vez de bola parada e ainda mais acidental que o gol de pênalti do primeiro confronto. Vencemos hoje, conquistamos a Guanabara, conseguimos sete vitórias em sete jogos, mas ainda falta convencer. Que na Taça Rio o Valentim siga vencendo, mas mostrado mais consistência.



As atuações...


Fernando Miguel – hoje não precisou da ajuda da trave, mas impediu um gol tricolor, ainda no primeiro tempo, “defendendo” a bola com o rosto e passou segurança quando necessário.


Raúl Cáceres – hoje teve mais trabalho na marcação, aparecendo pouco no apoio. Não comprometeu, apesar de ter penado com as subidas do Marlon.


Werley – não se acanhou em dar chutões quando necessário. E isso foi bastante necessário durante todo jogo.


Leandro Castan – nervoso desde o começo do jogo, levou um cartão com a bola parada e sem ter reclamado com o juiz. Teve trabalho com os atacantes tricolores e também apelou muitas vezes para os chutões.


Danilo Barcelos – vinha tendo uma atuação discreta, até que resolveu a partida e garantiu a vitória em um lance mais de sorte que intencional, marcando de falta o gol do título.


Raul – muitos passes errados e várias vezes envolvido pelo toque de bola tricolor. Voltou um pouco melhor no segundo tempo, mas foi sacado para a entrada do Ribamar, que tirando a ajuda ao marcar a saída de bola adversária, pouco fez.


Lucas Mineiro – dessa vez nem foi tão bem no combate, nem ajudou na criação. Talvez sua pior partida pelo Vasco.


Yago Pikachu – discretíssimo, quase não criou jogadas e ajudou pouco na marcação.


Bruno César - tentou dar velocidade aos poucos contra-ataques que tivemos e arriscou alguns chutes, sem muito sucesso. Acabou dando lugar ao Rossi no intervalo. Na sua estreia, o atacante foi mais útil pressionando a saída de bola tricolor que levando perigo ao gol adversário.


Marrony – ainda que tenha feito pouco em comparação ao que temos visto desde o começo do campeonato, foi o melhor homem de frente. Tentou explorar as jogadas pelos lados de campo e fugir da marcação invertendo posição com Pikachu. Acabou também não levando muito perigo ao gol tricolor. No fim deu lugar ao Andrey, que espanou algumas bolas da nossa área e se envolveu na confusão que rendeu uma expulsão no lado tricolor.


Maxi López – segunda partida na qual não conseguiu fazer muita coisa. Não tem o perfil – nem o físico – para ficar correndo atrás da saída de bola adversária.