Erros do time e do treinador decretam fim da invencibilidade do Vasco em 2019

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Marrony mais uma vez desaponta, perde chances claras e vê o Vasco cair diante da Cabofriense


No último parágrafo do post anterior, falei que para o Vasco vencer a Cabofriense “nossa defesa reserva precisará jogar com atenção e firmeza. E nosso ataque, que é reserva mas pode virar titular em pouco tempo, precisa de criatividade e pontaria (em especial o Ribamar)”.


O meu medo era esse: jogar sem nenhum titular do setor defensivo, nosso ponto forte, e contar que nosso ataque, que tem mostrado dificuldades para balançar as redes qualquer que seja a sua formação, marcasse gols. Aconteceu justamente o oposto. Os defensores reservas falharam (e, mais uma vez, o titular Fernando Miguel) e nossos homens de frente mais uma vez perderam uma batelada de gols. Resultado? Cabofriense 2 a 0, permanência na terceira colocação no grupo e o fim da invencibilidade (o que no fim das contas pode até ser positivo).


E dá pra colocar essa derrota na conta do treinador, mesmo com o monte de gols perdidos e as cochiladas da defesa? Dá sim, bem mais que na partida contra o Avaí, por exemplo.


A primeira questão é a escalação. Ainda que alguns titulares precisem de um descanso e que haja a necessidade de se rodar o elenco, qual era a necessidade de trocar TODA a defesa? Por que não fazer uma escalação mista, mantendo os titulares mais jovens e menos desgastados? Se fosse o caso, Valentim poderia ter tirado esses titulares no intervalo.


Outra: as alterações feitas durante o jogo. Valentim, que após o jogo do meio de semana fez um discurso sobre usar a razão e não a emoção, pareceu se deixar levar pelas vaias da torcida e se deixou levar pelos pedidos da arquibancada. Com suas mexidas, não resolveu o problema do ataque (Galhardo não resolve muita coisa há muito tempo, Pikachu aparentemente só joga quando tem vontade e colocar o Tiago Reis com o time perdendo e contra um adversário que estava completamente fechado era pedir pra queimar o garoto) e ainda deixou o time mais exposto aos contra-ataques. Tanto foi que o Vasco martelou, perdeu uma batelada de gols e sofreu com as subidas rápidas da Cabofriense. Que nem foram tantas, mas no fim das contas, não empatamos e o time da Região dos Lagos ampliou.


De efeito prático na competição, a derrota nem conta muito. Mas a forma como ela aconteceu, mostrando que não temos sequer um reserva na defesa que preste e que nosso ataque vive uma fase de apagão, é preocupante. Se for para tirar algo de positivo, tirar o peso da “invencibilidade no ano” pode até ajudar de alguma forma. E que essa primeira derrota em 2019 sirva de lição para todos, tanto para os jogadores, que falharam muito quando no podiam, e para o Valentim, que precisa urgentemente rever algumas das suas ideias para a equipe.


As atuações….


Fernando Miguel – quase não teve trabalho, mas quando apareceu a chance de mostrar serviço, não o fez. Não podia fazer muita coisa no primeiro gol, mas tomar gol de escanteio com o jogador cabeceando na pequena área é imperdoável.


Cláudio Winck – acertou uma cobrança de falta no travessão no primeiro tempo e de resto, foi mais que apagado: pareceu se esconder no jogo. Yago Pikachu entrou em seu lugar e mostrou mais serviço, mas em alguns momentos parecia desinteressado na partida.


Oswaldo Henriquez – teve duas chances para marcar de cabeça. E é a única coisa realmente positiva a se falar do zagueiro, que na sua função de ofício falhou nos dois gols.


Luiz Gustavo – não conseguiu cortar o cruzamento no lance do primeiro gol, aliás, pareceu se abaixar deixando a bola passar.


Henrique - o esquecido lateral nos fez lembrar porque Danilo Barcelos é titular absoluto da posição. Defensivamente, foi um dos que estavam olhando a bola enquanto o atacante da Cabofriense marcava o primeiro gol; no apoio, não acertou praticamente nada.


Willian Maranhão – nos últimos dias seu nome foi ventilado em uma negociação. Se o time interessado viu a quantidade de passes errados do volante, dificilmente veremos o sujeito fora do elenco tão cedo. Tentou duas finalização, mas ambas foram no nível Ribamar de precisão.


Raul – se jogando ao lado do Maranhão ele foi o escolhido para ser sacado, pode-se avaliar o nível da sua atuação. Thiago Galhardo entrou em seu lugar, mas não conseguiu trazer mais criatividade ao meio de campo. De bom, apenas uma excelente bola, lançada numa cavadinha para finalização do Rossi.


Bruno César – no primeiro tempo fez lançamentos perigosos e mostrou boa movimentação. No segundo, com as mexidas do Valentim e o cansaço, acabou sumindo do jogo.


Rossi – discreto no primeiro tempo, teve maior participação na etapa final. Perdeu três grandes chances (duas em um único lance) de marcar.


Marrony – depois da leve concussão que teve na partida contra o Serra-ES, o garoto não conseguiu repetir as boas atuações que vinha tendo. E se contra a Cabofriense nem podemos reclamar da sua participação em jogadas, não dá pra perdoar os gols perdidos: pelo menos dois dos lances que protagonizou eram mais difíceis de se perder do que de marcar o gol.


Ribamar – perdeu um gol claríssimo após cruzamento na medida do Bruno César. Depois, marcou o seu, mas em posição irregular. Quando finalmente fez uma boa finalização, o lance parou nas mãos do goleiro. Acabou dando lugar ao Tiago Reis, que entrou com o time bagunçado e precisando vencer a retranca adversária. Acabou passando despercebido, mal tocando na bola.