Vasco perde e praticamente dá adeus à Taça Rio

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

O segundo gol do Tiago Reis como profissional não foi o bastante para o Vasco vencer o Bangu, que marcou um dos seus gols após pênalti cometido pelo Danilo Barcelos


O Vasco entrou em campo ontem com a missão de vencer, se possível com uma boa vantagem, para continuar na briga por uma vaga na semifinal da Taça Rio. Mas como faltou competência ao time para resolver essa questão na bola, resta ao Valentim e seus comandados trocarem a pelota por uma um terço para rezar: ao ser derrotado para o Bangu por 2 a 1, o Vasco transferiu o trabalho para Santo Expedito.


Isso porque só mesmo o santo das causas impossíveis pode fazer com que o Volta Redonda, jogando em casa, sequer empate com o eliminado Boavista na partida que farão hoje. E sendo justo, o certo é a vaga ir para quem fez por onde. E o Vasco, definitivamente, não cumpriu o papel de quem gostaria de disputar o título da Taça Rio.


A partida de ontem pareceu com a derrota para a Cabofriense: o Vasco pressionou o que pôde, criou um monte de chances e as desperdiçou na mesma quantidade. Os laterais apoiavam e as caídas do Rossi e do Marrony pelos lados do campo nos faziam chegar à área do Bangu com frequência. Mas na hora da finalização, era sempre a bola pra fora ou nas mãos do bom goleiro Jefferson. Mesmo o gol do Tiago Reis passou antes por uma boa defesa do camisa 1 banguense, que rebateu um bom chute do Rossi, mas deixou o rebote nos pés do Tiago.


No segundo tempo as coisas seguiram na mesma toada, mas não por muito tempo. Aos 10 minutos, Danilo Barcelos comete pênalti e o Bangu empatou a partida. E aí não demorou muito para o Valentim ter uma das suas crises de “joelsantanismo”.


O empate foi o gatilho para o Valentim desmontar o time, que vinha tendo total domínio na partida, fazendo alterações que, convenhamos, teriam muito poucas chances de dar certo. Tirou o Tiago Reis, que naquele momento vinha recebendo poucas bolas, pelo Maxi, muito mais lento, e que dificilmente seria mais participativo; tirou o Bruno Silva e colocou o Galhardo, que naturalmente ajuda muito pouco; e colocou o Ribamar no lugar do Bruno César, que mesmo cansado, seria o único que poderia municiar os jogadores da frente.


Resultado? Ficamos em cima do Bangu, mas a única maneira de chegar ao gol era cruzar na área e torcer que um dos quatro atacantes em campo resolvesse. Seguimos perdendo gols, mas agora, com o time completamente exposto, com um monte de gente amontoada no ataque e apenas um volante à frente da zaga. Já nos acréscimos, pagamos o preço: o Bangu consegue a virada, como era de se esperar, em um contra-ataque.


O Vasco já está garantido na semifinal do campeonato, mas seria MUITO melhor lutar pela Taça Rio e, caso vencêssemos também o segundo turno, garantir uma vaga na final e ainda com a vantagem de dois resultados iguais. Agora, para que isso aconteça, precisamos de um milagre no Raulino de Oliveira. E se o milagre não vier, teremos que passar por um jogo eliminatório para conseguir estar na final do Estadual. Que Valentim e seus comandados comecem a torcer - e rezar - por uma boa partida do Boavista.


As atuações...


Fernando Miguel – sem culpa nos gols, não chegou a ter muito trabalho na partida. Foi bem quando exigido.


Raul Cáceres – com muita presença ofensiva, foi importante válvula de escape para o ataque no primeiro tempo, quando acertou bom cruzamento no lance gol vascaíno. No segundo tempo não conseguiu ser tão efetivo.


Werley – um dos melhores em campo, salvou o Vasco em mais de um lance e ainda ajudou na parte ofensiva, fazendo boas viradas de bola e bons passes. Quase marcou um gol no segundo tempo, mas pegou mal na bola.


Leandro Castan – seguro, não chegou a se encrencar com as saídas de bola como de costume. Foi bem no combate direto e antecipações.


Danilo Barcelos – também foi muito presente no apoio, mas vacilou muito defensivamente, e não apenas no pênalti cometido.


Bruno Silva – bem no combate, mas errou muitos passes bobos. Apareceu muito na frente, o que acabou sendo ruim, já que desperdiçou pelo menos duas chances finalizando mal. Deu lugar ao Thiago Galhardo quando o time precisava de mais presença ofensiva. Não adiantou muito, já que não foi eficaz na criação e desperdiçou alguns contra-ataques.


Lucas Mineiro – regular, fez bem a transição da defesa para o ataque, sem aparecer tanto na frente. Teve duas chances em cruzamentos mas cabeceou mal. No fim do jogo teve que se desdobrar na defesa porque era o único volante do time.


Bruno César – fez uma partida irregular, alternando boas jogadas e equívocos. No segundo tempo não foi capaz de furar a marcação do Bangu e acabou saindo para a entrada do Ribamar, que como era de se esperar, não conseguiu fazer muita coisa. Pouco tocou na bola.


Marrony – deu trabalho à zaga adversária com suas caídas pelos lados de campo, mas parece que sua fase como artilheiro realmente passou. Ontem perdeu pelo menos dois gols que um atacante profissional não pode perder.


Rossi – foi quem mais deu trabalho à defesa do Bangu, com arrancadas pelas pontas e tentando jogadas individuais com habilidade. No lance do gol do Tiago Reis, só não marcou antes porque o goleiro adversário fez uma grande defesa.


Tiago Reis – dois jogos como titular, dois gols, o de ontem, mostrando o oportunismo que todo bom centro-avante deve ter. Não chegou a ter muitas outras oportunidades, já que recebeu poucas bolas. Deu lugar ao Maxi López, que na atual fase, dificilmente faria algo muito diferente do Tiago. E foi o que aconteceu: tirando ter brigado muito com os marcadores, não chegou a levar riscos ao gol do Bangu.