Vazio de ideias, Vasco é dominado e perde primeiro jogo da Final

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Na primeira partida da final, um Vasco mais vazio de ideias que as cadeiras do Engenhão não conseguiu frear o Flamengo


Para o Vasco, há coisas mais preocupantes na derrota para o Flamengo no primeiro jogo da final que o placar. Primeiro porque o 2 a 0 saiu barato dada a superioridade do nosso adversário, mesmo que os gols tivessem surgido em lances que contaram com erros individuais dos nossos jogadores.


Outro ponto é ver que o Vasco, que penou para conseguir empatar com o time suplente do Flamengo nos dois primeiros confrontos pelo Estadual, foi uma presa muito fácil para os titulares rubro-negros. Como comparação, podemos pegar os jogos entre o Flamengo e o Fluminense, um time que acabou fazendo uma campanha pior que a do Bangu: ainda que os tricolores tenham perdido duas partidas decisivas, deram muito mais trabalho ao time principal do Flamengo que nós demos.


Ser um time inofensivo também é mais preocupante que a vantagem conquistada pela equipe da Gávea. Não fosse o corte equivocado do Danilo Barcelos no primeiro gol e a cochilada do Cáceres no segundo, o Vasco até poderia manter o placar em branco, mas vencer a partida seria impossível, dada a ausência total de ideias para chegar com real perigo na meta rubro-negra. Inerte e facilmente anulado pela marcação do nosso oponente, nosso ataque praticamente não existiu. Para colocar em números, o Vasco finalizou apenas seis vezes contra o gol adversário, conseguindo sua pior marca no fundamento justo na final do campeonato.


E quanto a isso, se levarmos em consideração a grande diferença técnica entre os elencos, a única maneira de fazer frente a um adversário mais forte é surpreendê-lo taticamente. Uma tarefa que parece impossível para o Alberto Valentim. Ontem, depois de ver seu time acuado por quase todo jogo, uma das “soluções” encontradas pelo técnico-galã foi tirar o Marrony, um dos melhores na partida, e colocar o Yan Sasse.


A vantagem do Flamengo não é impossível de ser revertida. Mas Valentim precisará promover mudanças profundas no time e na sua concepção do que precisa ser feito para bater o rubro-negro. Essa mudança de pensamento do técnico vascaíno me parece mais complicada de acontecer que o Vasco conseguir uma virada no segundo jogo da final.



As atuações…


Fernando Miguel – uma grande defesa no primeiro tempo e nada poderia fazer no primeiro gol rubro-negro. No segundo, acabou rebatendo a bola para a frente da área.


Raúl Cáceres – uma cochilada fatal acabou originando o segundo gol do Flamengo.


Werley – se virou como pôde em um jogo no qual fomos pressionados o tempo todo. Quase provocou um terceiro gol rubro-negro, que acabou invalidado pelo VAR.


Leandro Castán – fez uma partida firme, mas não conseguiu chegar a tempo para impedir o chute do Bruno Henrique no segundo gol.


Danilo Barcelos – além de não conseguir ser efetivo no apoio, acabou facilitando ao cortar mal a bola que originou o primeiro gol flamenguista.


Raul – correu muito, mas ajudou pouco. Foi envolvido pelo toque de bola adversário várias vezes e errou muitos passes na saída de bola quando pressionado.


Lucas Mineiro – também sofreu na saída de bola quando o Flamengo adiantava sua marcação e não conseguiu fazer uma proteção à zaga muito eficiente.


Bruno César – não segurou o ritmo da partida e não conseguiu superar a marcação adversária. Deu lugar ao Lucas Santos que melhorou a recomposição defensiva pelo meio de campo, mas foi muito pouco útil na criação de jogadas.


Yago Pikachu – sem conseguir ser efetivo ofensivamente (finalizou apenas uma vez no jogo), acabou sendo mais útil dobrando a marcação pela direita.


Marrony – era o único a manter um bom nível de atuação, tentando levar o time ao ataque com velocidade e ajudando na marcação. A única explicação possível para ser substituído pelo ao Yan Sasse é a superstição: talvez o Valentim esperasse que o garoto resolvesse o jogo numa jogada isolada, como fez contra o Bangu e o Avaí. Não foi o caso ontem.


Maxi López – tentou o que pôde, mas sendo pouco acionado, foi mais visto tentando marcar a saída de bola adversária que finalizando. Só teve uma chance em todo tempo que ficou em campo. Cansou e deu lugar ao Tiago Reis, que precisou sair de perto pra área para buscar jogo, sem muito sucesso, já que o time foi de uma inoperância completa.