Vitória: não há muito o que comemorar em 2017

O fim de 2017 foi marcado por alguns testes cardíacos para o torcedor rubro-negro. Fico com a boa definição do ex-radialista Branco Almeida:


"das humilhações, a menor delas!"


A permanência na Série A deu alívio a toda torcida, mas "premiou" um projeto de futebol mediocre vinculado a uma única figura: Sinval Vieira.


Primeiro Semestre


EC Vitória/Divulgação
EC Vitória/Divulgação

Sinval Vieira comandou o futebol do Vitória no primeiro semestre


Sinval conduziu o Vitória junto com Ivã de Almeida de forma amadora (relembre: O Vitória não é para amadores). Fez contratações equivocadas, assinou contratos longos com jogadores que vinham em decadência (Cleiton Xavier até 2018? Sério?), renovou com um técnico reprovado (relembre aqui sobre o Argelismo) e permitiu a entrada de "assessores" que influenciavam no ambiente do clube e minavam o pouco trabalho profissional que estava sendo desenvolvido.


Como desgraça pouca não existe no Vitória, o clube ainda foi feito refém pelo vazamento de uma planilha com salários de atletas e comissão. O maior prejudicado aqui foi o Esporte Clube Vitória. Não há justificativa oposicionista para tal situação.


Tantos fatos culminaram no afastamento do presidente eleito pelo Conselho Deliberativo do clube. Conselheiros que foram enganados pela "ladainha sem pé nem cabeça" de Ivã de Almeida.


EC Vitória/Divulgação/Maurícia da Matta
EC Vitória/Divulgação/Maurícia da Matta

Presidente eleito, Ivã de Almeida renunciou ao cargo no segundo semestre


Eliminações para o rival na Copa do Nordeste e para o Paraná na Copa do Brasil só deram a tônica do que estava por vir no segundo semestre. Bem verdade que o Vitória foi Campeão Baiano, mas isso é tão obrigação quanto pagar salário em dia.


De positivo, o processo que democratizou o clube. Essa foi a principal bandeira da chapa vencedora na última eleição e que foi concluída com menos de 120 dias de gestão.


Segundo Semestre


A pífia campanha do Vitória no Campeonato Brasileiro é resultado de uma série inesgotável de atitudes equivocadas. Começamos com Petkovic, que foi "promovido" a diretor de futebol (relembre aqui e aqui), e contratou Gallo, que pouco contribuiu em pontos e caiu depois de mais uma derrota em casa. Pet também foi demitido.


GAZETA PRESS
GAZETA PRESS

Mancini teve 47% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro 2017


Mancini chegou, organizou o time, conquistou pontos importantes fora de Salvador e fechou com 47% de aproveitamento. Pontuação alta e que brigaria pela Libertadores se tivesse começado no início da competição, mesmo com a péssima campanha dentro de casa, a pior de todos os clubes - apenas 3 vitórias no Barradão.


É preciso exaltar o trabalho de Mancini. Recuperou um grupo perdido e que já era dado como certo entre os rebaixados. Errou em alguns jogos, claro, mas conseguiu reverter jogos importantes com suas mudanças pontuais, mesmo tendo Danilinho, Cleiton Xavier, Carlos Eduardo e André Lima como opções durante o campeonato. Tudo isso no meio de uma crise politica sem fim. 


Mas como só chegou no meio, passamos sufoco, muito sufoco. Vencemos apenas uma partida nas últimas cinco e muitos acham que ficamos por só um gol. Mas ficamos por mais.


Ficamos porque fomos menos incompetentes que Coritiba, Avaí, Atlético-GO e Ponte Preta durante a competição. 


Ficamos porque tivemos o quarto melhor ataque (50 gols) da competição junto com o Corinthians e o Fluminense. Tivemos a pior defesa também (58 gols), mas não podemos esperar muito de um setor formado por Kanu e Wallace na maior parte do tempo.


Ficamos porque a Chape fez o gol aos 49 minutos do segundo tempo.


EC Vitória/Divulgação/Maurícia da Matta
EC Vitória/Divulgação/Maurícia da Matta

Torcida apoiou o Leão em 2017


Ficamos porque o Vitória é GIGANTE. Por que a zica, dessa vez, ficou do lado de lá. O Vitória foi minado dentro de si por uma direção incompetente e por uma oposição que fez de tudo para atrapalhar. A grandeza do Vitória nos segurou desta vez.


Histórico


Vale ressaltar que não é de hoje que fazemos campanhas medíocres no Campeonato Brasileiro. Isso não é uma caracteristica somente desta gestão. A semelhança com a campanha de 2016, por exemplo, tão exaltada por Raimundo Viana/Manoel Matos, é muito grande.


Vitória em 2016: 16º colocado - 45 pontos (11 vitórias, 13 empates, 14 derrotas)
Vitória em 2017: 16º colocado - 43 pontos (11 vitórias, 10 empates e 17 derrotas)


A hora é agora


É preciso profissionalizar o Vitória. Basta de sofrer com gestões amadoras e incompetentes.


Para os próximos dias estou preparando uma série de entrevistas com os candidatos a presidente do Vitória. Esses posts serão divulgados individualmente ao longo da semana.


SRN!


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